{"id":1123,"date":"2007-11-17T10:34:00","date_gmt":"2007-11-17T09:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1123"},"modified":"2007-11-17T10:34:00","modified_gmt":"2007-11-17T09:34:00","slug":"ousar-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1123","title":{"rendered":"Ousar o futuro"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    Porque n\u00e3o tentar tornar-nos num clube contra a entropia?<br \/>Este espa\u00e7o, poderia ser encarado como uma plataforma de discuss\u00e3o das pr\u00f3prias ideias, dos pr\u00f3prios projectos no sentido duma sinergia de esfor\u00e7os na descoberta duma nova realidade e duma nova praxis. Seria pressuposto partirmos duma consci\u00eancia comum de servidores do esp\u00edrito, trabalhando no desenvolvimento duma nova consci\u00eancia ao servi\u00e7o da humanidade e da natureza, numa tentativa de desinfec\u00e7\u00e3o da nossa civiliza\u00e7\u00e3o e do nosso dia a dia. Em miss\u00e3o nobre aceitar\u00edamos o erro como parte da realidade humana, diria mesmo, como parte da verdade. (1)<br \/>Tratar-se-ia duma tentativa de escrever e actuar que n\u00e3o se fixe no velho paradigma dualista subjacente ao pensar corrente e ao modo actual de organizar a vida. Tratar-se-ia duma nova maneira de organizar a vida coerentemente no sentido de se criar uma sintonia e interfer\u00eancia integrativa do pensar, sentir e agir. Na minha maneira de dizer poderia resumir-se em passar do existir (pensar, sentir actuar) actuar bin\u00e1rio para o trinit\u00e1rio. Parte-se duma forma da realidade em que os extremos se unem e em que, analogicamente ao fen\u00f3meno da electricidade, dos p\u00f3los positivo e negativo surge uma nova express\u00e3o da realidade que \u00e9 a luz. Iniciar-se-ia o caminho da descoberta duma nova maneira de pensar-sentir-agir consent\u00e2neo. Tentar-se-ia descobrir o fundamento trinit\u00e1rio da Realidade que constitui como que a grelha base das grandes culturas e criar uma consci\u00eancia, uma mundivisao de cunho m\u00edstico-simb\u00f3lico (2).<br \/>Pomo-nos nas pegadas do desenvolvimento qualitativo, dum novo grau, de uma categoria superior que transcende a categoria do pensar dicot\u00f3mico esp\u00edrito-mat\u00e9ria, bem-mal.<br \/>Para isso ser\u00e1 necess\u00e1rio o exerc\u00edcio do pensar m\u00edstico (meditativo-simb\u00f3lico) como pressuposto para uma nova forma de estar no mundo. Vale a pena seguir todas as iniciativas que procuram tentar um irromper o futuro. Para isso teremos de renascer para podermos mudar todas as craveiras, os crit\u00e9rios ou normas com que costumamos medir a realidade e pautar o nosso agir.<br \/>Ousemos tornar o futuro presente, ousemos, no respeito e liga\u00e7\u00e3o ao passado, quebrar as correntes que a ele nos amarram. Ousemos a liberdade na viv\u00eancia duma nova \u00e9tica.<br \/>Aqui dar-se-ia express\u00e3o \u00e0s for\u00e7as da nova consci\u00eancia que aqui e acol\u00e1 se torna vis\u00edvel mas apenas a n\u00edvel individual.<br \/>O mundo encontra-se incendiado vendo-se por todo o lado as chamas da dial\u00e9ctica. S\u00f3 uma nova forma de estar, uma nova consci\u00eancia conseguir\u00e1 interferir e mudar o curso da hist\u00f3ria. Na nova consci\u00eancia, nesta nova apreens\u00e3o da realidade a dualidade dissolve-se, resolve-se na trindade. Aqui o sujeito j\u00e1 n\u00e3o se encontra em contradi\u00e7\u00e3o com o objecto. Estes realizam-se na Realidade trinit\u00e1ria integral, no esp\u00edrito que \u00e9 comum \u00e0s partes aparentemente isoladas ou contradit\u00f3rias.<br \/>          O mundo est\u00e1 doente connosco. Por\u00e9m da febre que nos abafa poder\u00e1 ressurgir um novo esp\u00edrito, uma nova gera\u00e7\u00e3o.<br \/>Vale a pena descobrir a realidade tentando ver o que est\u00e1 por tr\u00e1s dela. O homo faber o homo politicus e o homo religiosus n\u00e3o t\u00eam sabido dar resposta \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es da humanidade limitando-se apenas de forma diversificada a repetir de \u00e9poca para \u00e9poca, a cadeia do mesmo modelo, da explora\u00e7\u00e3o do Homem pelo Homem, numa din\u00e2mica do divide et impera. Uma pequena parte da humanidade j\u00e1 se come\u00e7a a dar conta do ciclo vicioso em que tem vivido e do labirinto em que se meteu. Por isso n\u00e3o poder\u00e1 continuar por muito tempo a ser v\u00edtima e criar v\u00edtimas dando continuidade \u00e0 cadeia de reac\u00e7\u00f5es em que se tem vivido at\u00e9 hoje.<br \/>Para j\u00e1 trata-se de criar uma nova consci\u00eancia e n\u00e3o de criar um mundo perfeito. No novo estado tudo \u00e9 processo din\u00e2mico, tudo \u00e9 rela\u00e7\u00e3o, tal como a realidade dos tr\u00eas num s\u00f3. A\u00ed j\u00e1 n\u00e3o teremos de procurar o bem ou o mal l\u00e1 fora, no outro, porque estes s\u00e3o apenas momentos materializados duma realidade \u00fanica que \u00e9 processo. Ent\u00e3o poderemos dar oportunidade a um novo mundo a ser gerado e dado \u00e0 luz. Para continuar no simb\u00f3lico, n\u00f3s j\u00e1 temos o exemplo do c\u00famulo da cria\u00e7\u00e3o, da consuma\u00e7\u00e3o do mundo e do passado e da concretiza\u00e7\u00e3o do futuro a priori e a posteriori em Jesus Cristo; n\u00e3o no da religi\u00e3o mas no da vida, no do cristianismo. O elemento religioso \u00e9 apenas um aspecto duma realidade aperspectiva. Jesus Cristo \u00e9 o resumo da revela\u00e7\u00e3o, do Homem e da hist\u00f3ria.<br \/>N\u00e3o se trata aqui da constru\u00e7\u00e3o dum mundo melhor mas dum mundo diferente, a caminho da verdade. Para isso torna-se importante a descoberta do gene divina no pr\u00f3prio \u00edntimo, no \u00edntimo de toda a realidade e ent\u00e3o surgir\u00e1 o fogo do esp\u00edrito que arde no cora\u00e7\u00e3o e nos levar\u00e1 a um olhar e ver diferentes. Da dor do parto sai a vida, surge a luz. E n\u00f3s tornados ent\u00e3o filhos da luz conseguiremos passar do deserto para a terra prometida.<br \/>Trata-se de colocar a dial\u00e9ctica, a tese e ant\u00edtese, numa unidade din\u00e2mica criadora tamb\u00e9m superadora da dicotomia dos p\u00f3los Yin e Yang no sentido duma realidade tripessoal.<br \/>\u00c9 superar o pensar paradoxal ou polarizador das disciplinas e das ci\u00eancias para as integrar numa rela\u00e7\u00e3o interdisciplinar na consci\u00eancia que ao fixar-se o objecto de observa\u00e7\u00e3o sobre um p\u00f3lo se corre o perigo de perder ou negar o outro. No reconhecimento da dicotomia fenomenol\u00f3gica do ser humano, trata-se de descobrir que a variedade das cores do arco-\u00edris se reduzem a uma cor s\u00f3 e embora a sua ess\u00eancia esteja na uni\u00e3o, essa uni\u00e3o s\u00f3 se torna fenomenologicamente percept\u00edvel na expressa da sua multiplicidade.<br \/>As fei\u00e7\u00f5es divinas e eternas tornam-se vis\u00edveis nas formas e apar\u00eancias da mat\u00e9ria; no \u00e2mago do nosso ser, do universo torna-se vis\u00edvel o esp\u00edrito do todo. O que se apercebe a uma vis\u00e3o superficial como antag\u00f3nico, como independente revela-se aqui como uma realidade \u00fanica da qual surge a personifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es processuais entre \u201cser\u201d e estar.<br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Te\u00f3logo<br \/>In \u201c Pegadas do Tempo\u201d<\/p>\n<p>(1) Pe\u00e7o desde j\u00e1 desculpa, em relacao a este e a outros textos do passado ou do futuro por erros e muitas imperfei\u00e7\u00f5es que provenham directamente da minha pessoa ou que sejam devidas ao facto de escrever tudo \u00e0 pressa sem tempo para rever ou repensar o que escrevo.<br \/>(2) Aqueles que seguem mais o pensar racional dial\u00e9ctico, baseado nas v\u00e1rias materializa\u00e7\u00f5es da realidade, da hist\u00f3ria e das filosofias como dados est\u00e1ticos existentes por si mesmos, est\u00e3o convidados a n\u00e3o se chatearem logo \u00e0 partida e tentarem conceder aos interlocutores um b\u00f3nus quer de erro quer de verdade na procura duma vis\u00e3o m\u00edstica e simb\u00f3lica da realidade e dos acontecimentos naturais e hist\u00f3ricos. <\/p>\n<div align=\"right\"> <b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque n\u00e3o tentar tornar-nos num clube contra a entropia?Este espa\u00e7o, poderia ser encarado como uma plataforma de discuss\u00e3o das pr\u00f3prias ideias, dos pr\u00f3prios projectos no sentido duma sinergia de esfor\u00e7os na descoberta duma nova realidade e duma nova praxis. 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