{"id":1113,"date":"2007-11-17T10:31:00","date_gmt":"2007-11-17T09:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1113"},"modified":"2007-11-17T10:31:00","modified_gmt":"2007-11-17T09:31:00","slug":"natal-%e2%80%93-as-dores-do-parto-universal-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1113","title":{"rendered":"Natal \u2013 As dores do parto universal em n\u00f3s!"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    Quem viu a luz cr\u00ea na realidade do bem!<\/p>\n<p>Nas pegadas da luz queremos ousar um mundo melhor! Um mundo com lugar digno para todos, para l\u00e1 dos credos e dos dom\u00ednios! Conscientes de que cada nascimento, como tudo no reino do ser, do estar espacio-temporal, conduz \u00e0 transitoriedade, realizamos o Natal, como crentes da vida no seguimento da luz.<\/p>\n<p>O Advento \u00e9 o tempo da gravidez, a noite \u00e0 espera da luz, da luz que na dor irrompe em n\u00f3s.<br \/>Natal \u00e9 o esfor\u00e7o contra a entropia, uma vontade resistente \u00e0 treva. Na gruta do nosso cora\u00e7\u00e3o brilha a luz do novo dia. A crusta do h\u00e1bito e o nevoeiro cerrado do instinto encobrem-na, da\u00ed o esfor\u00e7o subjacente.<\/p>\n<p>Natal acontece no dia a dia, \u00e9 dar \u00e0 luz o novo, a luz, o bem. Para isso pressup\u00f5e-se o estado de gravidez. Na abertura do encontro, ao sermos tocados pelo gene divino, pelo outro, surge a luz, a luz duma nova ideia, duma nova intui\u00e7\u00e3o, dum encontro com o outro, duma nova vida, dum novo ser. Da\u00ed o desejo de que algo nas\u00e7a em n\u00f3s, de que algo se modifique. Ent\u00e3o tornar-nos-emos a m\u00e3e de n\u00f3s pr\u00f3prios. O processo natal\u00edcio consta em tornar-se m\u00e3e de si mesmo\/a.<\/p>\n<p>A noite da comercializa\u00e7\u00e3o de todos os sectores da vida torna o Natal mais dif\u00edcil ou mesmo imposs\u00edvel, afastando-nos da viv\u00eancia de n\u00f3s mesmos, dos outros, do abismo do solo da nossa alma onde o sol do esp\u00edrito brilha, para l\u00e1 das nuvens dos nossos sentimentos e afectos, para l\u00e1 do dia a dia de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Para l\u00e1 das nuvens encontram-se as for\u00e7as vivas que se regeneram na frieza invernal para surgirem renovadas no sol da primavera que mais n\u00e3o \u00e9 do que a esperan\u00e7a, o an\u00fancio do mesmo esp\u00edrito que corre na natureza e que circula em n\u00f3s. Como n\u00f3s, tamb\u00e9m a natureza sonha e vive a esperan\u00e7a do sol do meio-dia.<\/p>\n<p>Na natureza, em n\u00f3s, por todo o lado, no meio do nevoeiro serrado da vida, tudo olha para uma luz distante mas cintilante.<\/p>\n<p>Tudo quer geral algo, tudo se encontra nas dores do parto espacio-temporal.<\/p>\n<p>Terra, corpo, natal, primavera, luz, a noite, o dia, tudo s\u00e3o met\u00e1foras da mesma realidade: a natureza, o ser a caminho, a mat\u00e9ria, a morte, a treva, a dor e a noite em di\u00e1logo a dar \u00e0 luz.<\/p>\n<p>Tudo canta, soa com a sua voz em tom maior ou bemol na mesma sinfonia do concerto universal.<\/p>\n<p>Natal \u00e9 tamb\u00e9m convite a entraremos na resson\u00e2ncia do canto universal em que tudo tem sentido no natal gerador: natal individual no natal universal! <\/p>\n<div align=\"right\"> <b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem viu a luz cr\u00ea na realidade do bem! 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