{"id":1111,"date":"2007-11-17T10:27:00","date_gmt":"2007-11-17T09:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1111"},"modified":"2007-11-17T10:27:00","modified_gmt":"2007-11-17T09:27:00","slug":"mistica-%e2%80%93-o-futuro-da-religiao-e-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1111","title":{"rendered":"M\u00edstica \u2013 O Futuro da Religi\u00e3o e da Sociedade"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"> A religiosidade cada vez se autonomiza mais numa necessidade de diferencia\u00e7\u00e3o mais individualizada. O mesmo se d\u00e1 na pol\u00edtica. Esta, como a religi\u00e3o, est\u00e1 demasiado preocupada consigo mesma para poder notar as verdadeiras necessidades do povo. O que neste artigo refiro a respeito da religi\u00e3o pode-se aplicar \u00e0s institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Na Alemanha a percentagem de pessoas que se declaram religiosas corresponde \u00e0 percentagem de votantes nas elei\u00e7\u00f5es para o parlamento; isto n\u00e3o quer dizer que as pessoas que votam s\u00e3o as mesmas que se declaram religiosas. Seria interessante uma investiga\u00e7\u00e3o nesse sentido.<\/p>\n<p>            <b>\u00c0 seculariza\u00e7\u00e3o segue-se a individualiza\u00e7\u00e3o.<\/b><br \/>As pessoas manifestam diversas necessidades de salva\u00e7\u00e3o a que correspondem diferentes necessidades espirituais implicando diferentes espiritualidades e diferentes pr\u00e1ticas..<\/p>\n<p>O acesso ao religioso pode dar-se de forma cognitiva ou experimental. Nas espiritualidades mais que o acto cognitivo religioso predomina o dado experimental, a experi\u00eancia religiosa, com car\u00e1cter espec\u00edfico pessoal. No mundo cat\u00f3lico conhecem-se v\u00e1rias espiritualidades: salesiana, jesu\u00edta, dominicana, franciscana, beneditina e outras. Estas por\u00e9m andam ligadas geralmente a ordens e congrega\u00e7\u00f5es com um p\u00fablico reduzido. As par\u00f3quias, duma maneira geral, n\u00e3o est\u00e3o preparadas para responder a muitas das necessidades espirituais mais individualizadas das pessoas. Limitam-se a oferecer servi\u00e7os lit\u00fargicos indiferenciados para a generalidade. As institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais preocupadas com a ocupa\u00e7\u00e3o de lugares e fun\u00e7\u00f5es \u00e0 margem dos destinat\u00e1rios.<\/p>\n<p>De momento observa-se na sociedade uma grande procura de espiritualidades, novas formas de ser e de estar, emancipadas das institui\u00e7\u00f5es que at\u00e9 agora possu\u00edam o monop\u00f3lio da organiza\u00e7\u00e3o e da responsabilidade. A consci\u00eancia humana pretende dar um passo em frente no seu desenvolvimento. As institui\u00e7\u00f5es ter\u00e3o de se humanizar n\u00e3o chegando continuar a justificar-se pelo seu fim em si. Doutro modo carregar\u00e3o sobre si mesmas a responsabilidade de se tornarem elas mesmas em impedimento do desenvolvimento individual! O anonimato econ\u00f3mico, social e estrutural tornou-se de tal modo insuport\u00e1vel que, se as institui\u00e7\u00f5es estabelecidas n\u00e3o se preocuparem em dar verdadeiras respostas ao homem todo, no respeito efectivo pela sua dignidade, provocar\u00e1 comportamentos insuport\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ao non sens da nossa vida civil corresponde maior procura de valores perenes e o surgir de novos indicadores de religiosidade. N\u00e3o \u00e9 suficiente o aspecto cognitivo da religi\u00e3o -a abordagem racional, o aspecto da experi\u00eancia &#8211; o aspecto vivencial, manifesta exig\u00eancias duma religiosidade mais diversificada. Esta expressa-se nuns como um \u201csentimento da presen\u00e7a de Deus\u201d, noutros como o\u201dsentir um poder sagrado na natureza\u201d, noutros como \u201co sentimento de que defuntos est\u00e3o presentes\u201d, noutros ainda como a \u201cviv\u00eancia da unidade\u201d ou como \u201cuma rela\u00e7\u00e3o pessoal com Deus\u201d, etc.<\/p>\n<p>Por todo o lado se assiste a uma privatiza\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o acompanhada da sua desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o. O mesmo processo se d\u00e1 na pol\u00edtica. O te\u00f3logo Karl Rahner afirma mesmo:\u201dO devoto de amanh\u00e3 ser\u00e1 um m\u00edstico.\u201d. A religi\u00e3o \u00e9 cada vez menos transmitida, menos experimentada directamente e por isso menos presente. A complexidade quer da religi\u00e3o crist\u00e3 quer da pol\u00edtica cada vez se distanciam mais do povo devido \u00e0 sua incapacidade de ser povo, de ser eu-tu-n\u00f3s e ao facto do povo n\u00e3o ter hip\u00f3tese de compreender fen\u00f3menos complexos e de cada vez estar mais condicionado pela TV que fomenta a opini\u00e3o sem no\u00e7\u00e3o, uma atitude infantil contra o saber, um subjectivismo analfabeto. Se no s\u00e9culo passado ter\u00e1 dominado em alguns meios o aspecto folcl\u00f3rico de F\u00e1tima, futebol e fado hoje torna-se cada vez mais digno de sal\u00e3o o esp\u00edrito plebeu duma Televis\u00e3o cada vez mais mata tempo e distracc\u00e3o vulgar.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia religiosa atrav\u00e9s da experi\u00eancia \u00e9 diferente do sentimento religioso atrav\u00e9s da reflex\u00e3o cognitiva. No futuro ser\u00e1 mais importante a experi\u00eancia da religiosidade. Aqui est\u00e1 mais presente a experi\u00eancia do que o acto cognitivo. Naturalmente que na experi\u00eancia religiosa n\u00e3o faltar\u00e1 o elemento objectivador da reflex\u00e3o. Este por\u00e9m n\u00e3o se pode identificar com a experi\u00eancia m\u00edstica. A reflex\u00e3o manca sempre atr\u00e1s da experi\u00eancia m\u00edstica. O aspecto cognitivo a que a pessoa religiosa se encosta, o tipo de espiritualidade, pode constituir uma esp\u00e9cie de crivo. No \u00e2mbito crist\u00e3o diria mesmo que a\u00ed a experi\u00eancia m\u00edstica ganha um ch\u00e3o possibilitador da individualidade e do n\u00f3s, tal como na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria crist\u00e3.<\/p>\n<p>Neste sentido, as congrega\u00e7\u00f5es e ordens religiosas ter\u00e3o de fazer um esfor\u00e7o por tornar mais transparente e imediata uma espiritualidade que, atrav\u00e9s da sua forma de vida conventual conduz lentamente \u00e0 experi\u00eancia m\u00edstica. Hoje essas j\u00f3ias escondidas nas ordens ter\u00e3o que ser manufacturadas de tal forma a serem apreciadas por um tipo de ser humano apressado e que n\u00e3o suporta muito tempo de prepara\u00e7\u00e3o, de asc\u00e9tica ou catarsis, dado querer chegar logo ao essencial, \u00e0 viv\u00eancia fundamental. Naturalmente que os iniciados no religioso e no numinoso n\u00e3o poder\u00e3o correr o perigo de, para democratizar tudo, arranjarem atalhos que poderiam levar a identificar uma experi\u00eancia sentimental com a experi\u00eancia m\u00edstica. Esta implica que a pessoa passe pelo cadinho do grande deserto m\u00edstico e n\u00e3o seja confundida com uma esp\u00e9cie de orgasmos duma mera experi\u00eancia sentimental, ou dum acto cognitivo. Diria que a experi\u00eancia m\u00edstica se realiza para l\u00e1 de todos os limites, tal como o n\u00fameno que o esp\u00edrito concebe para l\u00e1 do fen\u00f3meno, n\u00e3o o podendo expressar nem atrav\u00e9s do entendimento nem atrav\u00e9s da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a viv\u00eancia m\u00edstica \u00e9 inexprim\u00edvel, fica na evid\u00eancia da pr\u00f3pria experi\u00eancia. O bus\u00edlis da quest\u00e3o para os mais respons\u00e1veis estar\u00e1 em ter uma antena para as diferentes necessidades e consequentes espiritualidades e em criar ambientes na par\u00f3quia onde as diferentes necessidades se possam formar e tomar express\u00e3o em diferentes espiritualidades. A tarefa n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil dado que muitas pessoas conseguem compreender o religioso cognitivamente mas n\u00e3o o relacionam com uma experi\u00eancia religiosa e vice-versa.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a igreja a \u00fanica transmissora de valores e de aux\u00edlio para a vida. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social assumem cada vez mais esta fun\u00e7\u00e3o. Dado que a nossa sociedade \u00e9 dominada pela mentalidade utilitarista n\u00e3o \u00e9 de esperar para ela muitos impulsos da Igreja ao contr\u00e1rio do que acontecia no passado. Hoje a sociedade deixa-se distrair com a excita\u00e7\u00e3o c\u00edclica que os Media oferecem, assumindo eles ao mesmo tempo a fun\u00e7\u00e3o de cano de escape. O resultado ser\u00e1 a escuta e a nova criatividade que se pressupor\u00e1 para o novo tipo de institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>                      <b> Da ordem dial\u00e9ctica para a ordem m\u00edstica<\/b><br \/>A Igreja ter\u00e1 de se preocupar mais com a sociedade e menos consigo mesma. Doutra forma cada vez dar\u00e1 menos impulsos \u00e0 sociedade perdendo assim a sua relev\u00e2ncia. A pessoa ter\u00e1 de deixar de ser considerada objecto para se tornar sujeito. O cristianismo iniciou a era do sujeito mas informando-a na ordem dial\u00e9tica plat\u00f3nico-aristot\u00e9lica. Esta foi por assim dizer a era de Jesus. A nova era do cristianismo, o novo Natal, ser\u00e1 menos religiosa mas mais crist\u00e3, nela se iniciar\u00e1 a ordem m\u00edstica, a era do Cristo. Aqui o ser religioso realizar\u00e1 o encontro do Cristo no Jesus, o encontro do divino no humano. Os tempos j\u00e1 est\u00e3o maduros para tal. Doutro modo a Igreja continuar\u00e1 a ocupar-se mais com a pedagogia do que com a Verdade, mais com o cognitivo do que com a experi\u00eancia \u00e0 semelhan\u00e7a dos professores que de t\u00e3o preocupados com a pedagogia se esquecem dos conte\u00fados a transmitir. Ao persistirem em continuarem assim, transmitem a impress\u00e3o aos externos de que religi\u00e3o \u00e9 algo importante at\u00e9 um certo grau do desenvolvimento.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 vis\u00edvel e latente uma nova religiosidade que ter\u00e1 de ter resposta com novas iniciativas. Estas devem ser dirigidas especialmente \u00e0 mulher. De facto a mulher est\u00e1 mais perto do integral, do global e por isso mesmo da m\u00edstica. Como penso que neste novo s\u00e9culo a m\u00edstica ganhar\u00e1 maior espa\u00e7o social, nele ser\u00e1 muit\u00edssimo importante a integra\u00e7\u00e3o da feminidade. De facto, no s\u00e9culo XXI a mulher por\u00e1 o p\u00e9 na porta da hist\u00f3ria n\u00e3o podendo esta fazer-se sem ela. Naturalmente que o novo esp\u00edrito, j\u00e1 n\u00e3o dial\u00e9tico n\u00e3o se realizar\u00e1 na afirma\u00e7\u00e3o dos contr\u00e1rios, isto \u00e9 a afirmacao do homem n\u00e3o pode acontecer \u00e0 custa da mulher nem vice-versa. J\u00e1 \u00e9 tempo da Igreja Cat\u00f3lica alargar a ordem do diaconato \u00e0 mulher e o sacerd\u00f3cio a pessoas casadas. N\u00e3o se trata aqui de seguir o esp\u00edrito do tempo mas de reconhecer os sinais dos tempos atrav\u00e9s dos quais o esp\u00edrito fala..<\/p>\n<p>Lentamente nota-se a necessidade de se reconhecer a dial\u00e9ctica apenas como processo de abordar a realidade e n\u00e3o como a realidade em si. Trata-se de integrar a lei positiva e a lei natural. J\u00e1 vai sendo tempo de se transcender a mentalidade polar, masculina n\u00e3o para o outro extremo polar da feminidade mas para a sua s\u00edntese num novo processo hist\u00f3rico e humano de realiza\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o que seria o processo m\u00edstico integral.<\/p>\n<p>A reespiritualiza\u00e7\u00e3o da sociedade embora com um cunho feminino ter\u00e1 de ser na bipolaridade integrada, tornando-se mais feminina (consciente da sua bipolaridade masculina e feminina equilibradas) no que ela tem de intui\u00e7\u00e3o m\u00edstica.<\/p>\n<p>Os administradores externos do religioso em certos lugares j\u00e1 se esfregam as m\u00e3os ao verificarem que hoje as necessidades religiosas se tornam mais vis\u00edveis na sociedade, mesmo atrav\u00e9s de express\u00f5es laicas das mesmas. Isto \u00e9 por\u00e9m a reac\u00e7\u00e3o ao processo erosivo e mesmo ao descarrilamento em que se encontra a sociedade ocidental. A religi\u00e3o embora ap\u00e1tica e desajustadamente reage contra a entropia.<\/p>\n<p>A sociedade, tal como as institui\u00e7\u00f5es, continua a viver dos rendimentos, na in\u00e9rcia. A procura de religiosidade manifesta por muita gente \u00e9 uma reac\u00e7\u00e3o de pessoas mais sens\u00edveis aos sinais dos tempos que n\u00e3o pode ser mal-interpretada; ela \u00e9 tamb\u00e9m contesta\u00e7\u00e3o do status quo, \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o da necessidade de metan\u00f3ia das institui\u00e7\u00f5es e do processo de pensar. A nostalgia pela tradi\u00e7\u00e3o, pelo testemunho s\u00e3o uma reac\u00e7\u00e3o, s\u00e3o primeiramente uma contesta\u00e7\u00e3o ao mundo f\u00fatil, que humilha o ser humano reduzido-o a material utiliz\u00e1vel.<\/p>\n<p>De facto a consci\u00eancia humana n\u00e3o aceita viver muito tempo na conting\u00eancia do acaso. Este exagero provoca uma procura instintiva de Deus atendendo a que a ess\u00eancia da pessoa est\u00e1 condicionada \u00e0 procura do sentido. O eterno problema: de donde vimos e para onde vamos? A marca indel\u00e9vel da chamada \u00e0 presenciacao do esp\u00edrito acompanha sempre a pessoa na propuls\u00e3o do esp\u00edrito contra o niilismo redutor. As par\u00f3quias n\u00e3o poder\u00e3o esperar uma revitaliza\u00e7\u00e3o da religiosidade popular. O aspecto folcl\u00f3rico \u00e9 importante, mas a nova consci\u00eancia humana latente na ci\u00eancia e na religi\u00e3o exigem um salto qualitativo nas mentalidades e no comportamento e actua\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es; \u00e9 urgente uma nova mentalidade. Esta n\u00e3o suportar\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o dum tipo de padres caixeiros viajantes a correr de par\u00f3quia para par\u00f3quia. N\u00e3o se pode permitir que padres se reduzam a bombeiros. Nesse activismo despersonalizar-se-iam e despersonalizariam as comunidades reduzindo-as a entidades formais e n\u00e3o viveiros de vida. O ser humano do novo s\u00e9culo, do novo mil\u00e9nio merece mais. Precisam-se menos funcion\u00e1rios \u2013 coveiros. H\u00e1 falta \u00e9 de parteiras.<\/p>\n<p>A nova exig\u00eancia corresponde a uma nova espiritualidade, a uma espiritualidade crist\u00e3, mais m\u00edstica e menos grega. O esp\u00edrito grego, assumido com a igreja de Constantino j\u00e1 chegou ao extremo na sua polaridade. Agora espera-se o advento da igreja m\u00edstica. Deus n\u00e3o se encontra s\u00f3 na b\u00edblia ou na religi\u00e3o; ele manifesta-se em tudo e em todos.<br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Te\u00f3logo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A religiosidade cada vez se autonomiza mais numa necessidade de diferencia\u00e7\u00e3o mais individualizada. O mesmo se d\u00e1 na pol\u00edtica. Esta, como a religi\u00e3o, est\u00e1 demasiado preocupada consigo mesma para poder notar as verdadeiras necessidades do povo. O que neste artigo refiro a respeito da religi\u00e3o pode-se aplicar \u00e0s institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. 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