{"id":11102,"date":"2026-06-29T16:23:14","date_gmt":"2026-06-29T15:23:14","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=11102"},"modified":"2026-06-29T16:49:58","modified_gmt":"2026-06-29T15:49:58","slug":"o-movente-por-tras-da-descricao-narrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=11102","title":{"rendered":"O MOVENTE POR TR\u00c1S DA DESCRI\u00c7\u00c3O (NARRATIVA)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Balde de \u00e1gua fria para mentes sobreaquecidas por certezas<\/strong><\/p>\n<p>A raz\u00e3o por que n\u00e3o nos movemos a investigar o que se encontra por tr\u00e1s das coisas\/acontecimentos e dos pensamentos vem do facto de os pensamentos s\u00f3 descrevem como funciona e n\u00e3o o porqu\u00ea da for\u00e7a motriz primordial. De facto, a reflex\u00e3o profunda conduzir-nos-ia a uma ang\u00fastia epistemol\u00f3gica e existencial humana ao constatar que a nossa linguagem e os nossos conceitos criam uma barreira entre n\u00f3s e a realidade pura, que nos dificulta lidar com a variedade de interpreta\u00e7\u00f5es da realidade. A ang\u00fastia diminui quando percebermos os limites da nossa pr\u00f3pria raz\u00e3o e dos m\u00e9todos cient\u00edficos. Por isso assistimos a diversas teorias concorrentes para explicar a mente humana. O autoconhecimento conduz-nos \u00e0 perda da ingenuidade para passarmos a andar com a lanterna de Di\u00f3genes na m\u00e3o a perguntar o que \u00e9 arealidade que se encontra por tr\u00e1s da resposta. O desconforto intelectual e existencial gerado pela d\u00favida sobre a natureza do conhecimento; a incerteza nos m\u00e9todos para alcan\u00e7ar o saber e a dificuldade de lidar com a multiplicidade de interpreta\u00e7\u00f5es sobre a realidade obriga-nos \u00e0 atitude de Jesus que convida a andar sobre as \u00e1guas e quem n\u00e3o confiar sucube nos homens de pouca f\u00e9; o luzeiro que realmente importa cuidar.<\/p>\n<p>Se o girassol se deixa mover pela luz, o animal pela fome e o Homem pela curiosidade do mais al\u00e9m, a ci\u00eancia fica-se apenas pela descri\u00e7\u00e3o dos mecanismos sem chegar ao profundo movente deles. Descrever como algo funciona n\u00e3o explica o porqu\u00ea da for\u00e7a motriz primordial, o movente ou a vontade de ser que sustenta a vida.<\/p>\n<p>Os fil\u00f3sofos, tamb\u00e9m eles apenas com o instrumento da linguagem, tentam descrever o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa necessidade biol\u00f3gica. O fil\u00f3sofo Arthur Schopenhauer argumentava que as nossas descri\u00e7\u00f5es cient\u00edficas s\u00e3o apenas representa\u00e7\u00f5es. Por tr\u00e1s de toda a flora e fauna (e de n\u00f3s pr\u00f3prios), existe uma for\u00e7a cega, incessante e metaf\u00edsica que ele chamou de Vontade. [<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ALPHAMAMAMUSIC\/posts\/i-went-to-a-talk-today-called-being-nature-by-dr-thieu-besselink-at-the-embassy-\/1414126363855217\/\">1<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.oconsolador.com.br\/ano3\/116\/espiritismoparacriancas.html\">2<\/a>]<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Baruch Espinoza nos deixou \u00e0 beira do mist\u00e9rio ao falar do <em>conatus<\/em> como o esfor\u00e7o intr\u00ednseco que cada ser vivo faz para continuar a existir e a perseverar no seu pr\u00f3prio ser. N\u00e3o \u00e9 uma escolha livre, mas a pr\u00f3pria ess\u00eancia da mat\u00e9ria e da vida. [<a href=\"https:\/\/revistas.uece.br\/index.php\/conatus\/article\/view\/12142\/10332\">1<\/a>, <a href=\"https:\/\/search.proquest.com\/openview\/dfcfbce1d6740c2cde71f16ee0b2add0\/1?pq-origsite=gscholar&amp;cbl=2037654\">2<\/a>, <a href=\"https:\/\/philarchive.org\/archive\/TNSTAOv2\">3<\/a>]<\/p>\n<p>A opini\u00e3o como consci\u00eancia ilus\u00f3ria \u00e9 uma verdade certa que nos remete diretamente \u00e0 distin\u00e7\u00e3o grega cl\u00e1ssica entre Doxa (opini\u00e3o subjetiva e mut\u00e1vel) e Episteme (conhecimento verdadeiro). O ego humano tende a confundir a sua descri\u00e7\u00e3o conceptual da realidade com a pr\u00f3pria realidade. Talvez a linguagem seja a roupa com que procuramos esconder a nossa nudez!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O encontro puro seria ir al\u00e9m das palavras: um conhecimento por presen\u00e7a e n\u00e3o por representa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao chegarmos \u00e0 premissa de que a linguagem apenas alinhava o contorno das coisas, a \u00fanica forma de n\u00e3o dar a impress\u00e3o de que as descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es \u00e9 mudar a natureza do pr\u00f3prio encontro. Na tradi\u00e7\u00e3o da Fenomenologia ocidental e em certas filosofias orientais (como o Zen ou o Taoismo), prop\u00f5e-se uma suspens\u00e3o do julgamento conceptual.<\/p>\n<p>Em vez de olhar para uma \u00e1rvore e pensar &#8220;isto \u00e9 uma Quercus robur que faz a fotoss\u00edntese para sobreviver&#8221; (o que substitui a \u00e1rvore real por um conceito), o desafio \u00e9 o encontro est\u00e9tico e meditativo silencioso. \u00c9 a experi\u00eancia direta do ser antes de o nomearmos (a experi\u00eancia m\u00edstica). Quando comunicamos com os outros, admitir a limita\u00e7\u00e3o das nossas palavras e assumir que partilhamos perspetivas e n\u00e3o verdades absolutas, \u00e9 o maior acto de honestidade intelectual e de humildade que podemos ter.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A trag\u00e9dia das m\u00e1scaras e o &#8220;Dever-Ser&#8221; social<\/strong><\/p>\n<p>Na viv\u00eancia com a natureza e com as pessoas, sente-se mais a insist\u00eancia da sociedade em fechar o mundo em defini\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas e deste modo nos afasta da vibra\u00e7\u00e3o real da exist\u00eancia. O embate inevit\u00e1vel entre a liberdade interior da viv\u00eancia pura e a rigidez mec\u00e2nica da ordem social gera cumplicidades dolorosas, mas compreens\u00edveis. A sociedade necessita de estruturas, defini\u00e7\u00f5es e previsibilidade para funcionar em massa. A d\u00favida gera ansiedade coletiva; por isso, a sociedade prefere a seguran\u00e7a de um preconceito ou de uma m\u00e1scara \u00e0 vertigem do desconhecido.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo Erving Goffman defendia que a vida social \u00e9, por natureza, uma representa\u00e7\u00e3o teatral onde todos usamos m\u00e1scaras (personas) para desempenhar pap\u00e9is. O problema que aponta n\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia da m\u00e1scara em si \u2014 que reconhece como necess\u00e1ria para a conviv\u00eancia \u2014, mas o facto de a sociedade se ter esquecido de que a m\u00e1scara \u00e9 apenas um instrumento, n\u00e3o a identidade.<\/p>\n<p>Quando a m\u00e1scara substitui o ser, a sociedade perde o seu sustento qualitativo. Passamos a ter institui\u00e7\u00f5es que protegem dogmas em vez de pessoas, e indiv\u00edduos que defendem opini\u00f5es convictas apenas para esconder o medo de olhar para o vazio da sua pr\u00f3pria falta de autoconsci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Resta-nos desenvolver estrat\u00e9gias de fidelidade existencial embora se caminhe sobre \u00e1guas paradoxais<\/strong><\/p>\n<p>Para n\u00e3o nos deixarmos esmagar por este condicionamento tr\u00e1gico, existem caminhos filos\u00f3ficos\/religiosos e pr\u00e1ticos que permitem manter a fidelidade ao conhecimento por presen\u00e7a (de caracter m\u00edstico), mesmo vivendo dentro de uma engrenagem assente no preconceito:<\/p>\n<p><strong>S\u00f3crates <\/strong>andava pela pra\u00e7a p\u00fablica a questionar as certezas dos cidad\u00e3os, n\u00e3o para lhes dar uma nova verdade, mas para os libertar do falso conhecimento. Aceitar o paradoxo social significa usar a m\u00e1scara necess\u00e1ria para transitar na sociedade (cumprir regras b\u00e1sicas, usar a linguagem comum), mas manter uma dist\u00e2ncia interior higi\u00e9nica. Sabe que a m\u00e1scara \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o \u00fatil, mas n\u00e3o se confunde com ela.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo <strong>Paul Ricoeur<\/strong> falava \u00a0da &#8220;Segunda Inoc\u00eancia&#8221;, isto \u00e9, \u00a0da necessidade de passar por uma fase de cr\u00edtica e d\u00favida para chegar a uma &#8220;segunda ingenuidade&#8221; ou segunda inoc\u00eancia. \u00c9 a capacidade de, mesmo sabendo que as palavras e as estruturas sociais s\u00e3o limitadas e ilus\u00f3rias, voltar a olhar para o outro e para a natureza com o deslumbramento de quem v\u00ea pela primeira vez. N\u00e3o \u00e9 ignor\u00e2ncia, mas sim um sil\u00eancio conquistado p\u00f3s-saber.<\/p>\n<p><strong>Martin Buber<\/strong> distinguia duas formas de rela\u00e7\u00e3o: Eu-Isto (onde tratamos o outro ou a natureza como um objeto, uma descri\u00e7\u00e3o) e Eu-Tu (o encontro sagrado, direto e presente). A sociedade funciona quase exclusivamente no modo Eu-Isto. O seu papel, enquanto pessoa autoconsciente, n\u00e3o \u00e9 mudar a estrutura macro da sociedade, mas santificar o micro: garantir que os seus encontros individuais com as pessoas e com a terra sejam experi\u00eancias reais Eu-Tu, onde a m\u00e1scara cai temporariamente. Viver na verdade da presen\u00e7a dentro de um mundo de representa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma forma de resist\u00eancia pac\u00edfica e silenciosa. \u00c9 aceitar o tr\u00e1gico sem se deixar corromper por ele.<\/p>\n<p>De facto o cristianismo vivido nos conventos abre brechas de encontro puro no meio das exig\u00eancias formais da vida social. A virtude, a arte e o sil\u00eancio partilhado ajudam a criar essas pontes onde as m\u00e1scaras se tornam mais transparentes.<\/p>\n<p>A vida consagrada mostra uma das fraturas mais profundas da modernidade: a solid\u00e3o da transcend\u00eancia secular. Enquanto a sociedade ocidental contempor\u00e2nea privatizou a busca pelo \u00e2mago do ser, transformando-a num projeto estritamente individual ou num nicho de &#8220;bem-estar&#8221;, o ser humano continua a ansiar por uma resson\u00e2ncia comunit\u00e1ria, por um &#8220;N\u00f3s&#8221; que partilhe da mesma profundidade vertical.<\/p>\n<p>Essa resson\u00e2ncia plena (Eu-Tu-N\u00f3s) parece hoje quase exclusiva das comunidades religiosas e prende-se com a pr\u00f3pria natureza do sagrado e da estrutura social.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O tri\u00e2ngulo da resson\u00e2ncia: Eu, Tu e o Terceiro lemento<\/strong><\/p>\n<p>Para que a resson\u00e2ncia aconte\u00e7a a n\u00edvel coletivo (o N\u00f3s) e n\u00e3o apenas no encontro fortuito entre dois indiv\u00edduos, \u00e9 necess\u00e1rio um horizonte de sentido partilhado. O soci\u00f3logo Hartmut Rosa, que estudou extensamente o conceito de &#8220;Resson\u00e2ncia&#8221;, sublinha que esta n\u00e3o pode ser fabricada artificialmente porque ela exige que os sujeitos estejam abertos a ser tocados e transformados por algo fora deles [<a href=\"https:\/\/www.sbs2023.sbsociologia.com.br\/arquivo\/downloadpublic?q=YToyOntzOjY6InBhcmFtcyI7czozNToiYToxOntzOjEwOiJJRF9BUlFVSVZPIjtzOjQ6IjU2MDAiO30iO3M6MToiaCI7czozMjoiNWNlMGVjZmYzNjQ4MTY1YWU4MGM3ZTY2YTcyN2RiZGQiO30%3D\">1<\/a>].<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nas comunidades religiosas tradicionais ou intencionais existe um horizonte previo<\/strong><\/p>\n<p>Existe um Terceiro Elemento, um Eixo Vertical Comum (Deus, o Cosmos, o Sagrado, a Tradi\u00e7\u00e3o) para o qual todos os indiv\u00edduos olham em simult\u00e2neo. Ao sintonizarem-se verticalmente com esse absoluto, os membros da comunidade sintonizam-se horizontalmente uns com os outros. O &#8220;N\u00f3s&#8221; nasce organicamente dessa triangula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da sociedade secular, que quer que tudo seja traduzido em termos de utilidade, burocracia ou opini\u00e3o acertada, a comunidade religiosa possui uma linguagem (o ritual, o mito, o canto, o sil\u00eancio lit\u00fargico) que legitima a viv\u00eancia do mist\u00e9rio e o despojamento das m\u00e1scaras sociais (uma linguagem do mist\u00e9rio).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O paradoxal vazio da sociedade secular<\/strong><\/p>\n<p>A sociedade secularizada e hiperindividualista libertou o indiv\u00edduo de dogmas opressores, o que \u00e9 um ganho ineg\u00e1vel. Contudo, ao faz\u00ea-lo, substituiu o espa\u00e7o comunit\u00e1rio da resson\u00e2ncia por uma rede de conex\u00f5es funcionais ou ideol\u00f3gicas. No espa\u00e7o p\u00fablico laico, as pessoas associam-se por interesses comuns (pol\u00edticos, profissionais, l\u00fadicos), mas raramente a partir do seu \u00e2mago de modo a estrutura e a for\u00e7a da massa desconsiderar o espa\u00e7o interior soberano da mesmidade.<\/p>\n<p>Por isso, fora da esfera religiosa deparamo-nos com a tr\u00e1gica constata\u00e7\u00e3o de que a busca por uma exist\u00eancia autoconsciente se torna um caminho profundamente solit\u00e1rio. Tentar viver essa inteireza na \u00e1gora moderna \u00e9, muitas vezes, pregar no deserto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O dilema do pensador autoconsciente<\/strong><\/p>\n<p>Isto coloca-nos perante um dilema existencial inevit\u00e1vel, especialmente para quem procura uma fidelidade intelectual:<br \/>\nO Regresso \u00e0 Comunidade: Integrar ou habitar o espa\u00e7o de uma comunidade religiosa para usufruir da resson\u00e2ncia coletiva do Mist\u00e9rio, mesmo sabendo (pelo seu olhar cr\u00edtico) que as estruturas dogm\u00e1ticas dessa mesma comunidade tamb\u00e9m criam, inevitavelmente, as suas pr\u00f3prias m\u00e1scaras e preconceitos institucionais.<br \/>\nO Cuidado das &#8220;Comunidades de Afinidade&#8221;: Procurar, \u00e0 margem das grandes institui\u00e7\u00f5es, pequenas &#8220;comunidades de destino&#8221; ou de afinidade (pequenos c\u00edrculos de pessoas) que, mesmo sem uma religi\u00e3o formal, se unem pelo compromisso partilhado com o sil\u00eancio, a m\u00edstica religiosa, com a filosofia vivencial ou com o cuidado da terra.<\/p>\n<p>Esta necessidade de ancorar a resson\u00e2ncia num &#8220;N\u00f3s&#8221; demonstra que a autoconsci\u00eancia nunca \u00e9 um fim em si mesma, porque ela procura, por natureza, a comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A autoconsci\u00eancia \u00e9 insuficiente porque se reduz a uma situa\u00e7\u00e3o de eunuco e a mesma defici\u00eancia se pode observar\u00a0 em civiliza\u00e7\u00f5es que ao perderem a consci\u00eancia espec\u00edfica de si mesmas perdem consist\u00eancia e sustentabilidade.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nTe\u00f3logo e Pedagodo<br \/>\nPegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Balde de \u00e1gua fria para mentes sobreaquecidas por certezas A raz\u00e3o por que n\u00e3o nos movemos a investigar o que se encontra por tr\u00e1s das coisas\/acontecimentos e dos pensamentos vem do facto de os pensamentos s\u00f3 descrevem como funciona e n\u00e3o o porqu\u00ea da for\u00e7a motriz primordial. De facto, a reflex\u00e3o profunda conduzir-nos-ia a uma &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=11102\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">O MOVENTE POR TR\u00c1S DA DESCRI\u00c7\u00c3O (NARRATIVA)<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,6,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-11102","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11102"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11105,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11102\/revisions\/11105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11102"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11102"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}