{"id":11083,"date":"2026-06-25T20:09:44","date_gmt":"2026-06-25T19:09:44","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=11083"},"modified":"2026-06-25T20:32:06","modified_gmt":"2026-06-25T19:32:06","slug":"os-erros-do-acordo-ortografico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=11083","title":{"rendered":"OS ERROS DO ACORDO ORTOGR\u00c1FICO"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span class=\"\">Pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, nunca apag\u00e1-las.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em>Preservar o \u00abtu\u00bb e o \u00abv\u00f3s\u00bb n\u00e3o \u00e9 saudosismo;<br \/>\n\u00e9 o \u00faltimo dique contra a proletariza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua,<br \/>\nque a quer arrastar para o p\u00e2ntano dos incultos.<\/em><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p><strong>O Acordo Ortogr\u00e1fico (AO) de 1990 apresenta problemas s\u00e9rios, pois corresponde a um apagamento de distin\u00e7\u00f5es sem\u00e2nticas e, como tal, a um empobrecimento da l\u00edngua portuguesa que possui grande riqueza de diversifica\u00e7\u00f5es e especifica\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Como prova do empobrecimento sem\u00e2ntico em Portugal mencione-se o exemplo do desaparecimento do v\u00f3s entre outros de \u201cfacto\u201d vs. \u201cfato\u201d o que \u00e9 emblem\u00e1tico!<\/p>\n<p>Em Portugal, facto (evento, realidade) \u00e9 diferente de fato (pe\u00e7a de vestu\u00e1rio)<br \/>\nNo Brasil: fato foi simplificado significando ambas as coisas (s\u00f3 o contexto pode desfazer a ambiguidade, mas a distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica perde-se.<\/p>\n<p><strong>Assim ao eliminar o \u201cc\u201d mudo em \u201cfacto\u201d (que no Brasil passaria a \u201cfato\u201d), o AO n\u00e3o resolve a ambiguidade!\u00a0 Pelo contr\u00e1rio, cria-a onde ela n\u00e3o existia em Portugal. E, para qu\u00ea? Para poupar uma letra que n\u00e3o se pronuncia? Isso n\u00e3o \u00e9 simplifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 achatamento. Por que raz\u00e3o h\u00e1 de Portugal aceitar um empobrecimento sem\u00e2ntico.<\/strong><\/p>\n<p>Outros exemplos semelhantes: contacto vs. contato (perde-se a liga\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica ao latim contactus)<\/p>\n<p><strong>O AO90, a exemplo das seguintes palavras (rece\u00e7\u00e3o, recepc\u00e7\u00e3o e ressec\u00e7\u00e3o), ao eliminar as consoantes mudas (neste caso, o &#8220;p&#8221; e o &#8220;c&#8221;) torna-se num Bus\u00edlis para o pr\u00f3prio AO.<\/strong> Como o acordo tentou aproximar a escrita da pron\u00fancia real e esta varia entre Portugal e o Brasil, gerou-se uma grande confus\u00e3o visual, sem\u00e2ntica e geogr\u00e1fica. <strong>O Acordo acabou por criar uma dupla grafia oficial. E o que mostra a maior falta de conceito e a confus\u00e3o \u00e9 o facto de em Portugal, a forma preferencial ser rece\u00e7\u00e3o (sem o &#8216;p&#8217;), embora o termo recep\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m seja admitido. No Brasil, apenas \u00e9 aceite recep\u00e7\u00e3o. Por seu lado a confus\u00e3o geral com &#8220;rece\u00e7\u00e3o\/recess\u00e3o&#8221; gera uma instabilidade na escrita de palavras compostas pelo mesmo radical.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes do acordo t\u00ednhamos em Portugal e no brasil a mesma palavra recep\u00e7\u00e3o para designar o acto de receber e recess\u00e3o para designar crise econ\u00f3mica. Recess\u00e3o passou a ler-se e a ouvir-se exatamente igual a rece\u00e7\u00e3o em Portugal.<\/strong> Al\u00e9m do mais caiu-se num caos de crit\u00e9rios pois se o &#8220;p&#8221; caiu em rece\u00e7\u00e3o, o &#8220;c&#8221; deveria cair em resse\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o meio m\u00e9dico resiste \u00e0 perda do &#8220;c&#8221; mantendo ressec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m introduziu profundas incongru\u00eancias e assimetrias no uso do h\u00edfen e na queda de acentos.<\/strong> Ao tentar criar regras gerais com base na fon\u00e9tica e na biologia das palavras, com o acordo, o texto gerou excep\u00e7\u00f5es bizarras que obrigam os falantes a memorizar listas em vez de seguir uma l\u00f3gica. \u201cAssim, escreve-se coordenar e cooperar (tudo junto, mesmo com vogais iguais) e coabitar (sem h\u00edfen, deixando o &#8220;h&#8221; cair). Isto destr\u00f3i a coer\u00eancia geom\u00e9trica da regra de aglutina\u00e7\u00e3o.\u201d Porque \u00e9 que o cidad\u00e3o perdeu a no\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o em paraquedas, mas manteve-a em para-choques, para-brisas, para-raios ou para-lama? Linguisticamente, n\u00e3o h\u00e1 qualquer justifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para tratar estas palavras de forma diferente. E ainda antirreligi\u00e3o ou minissaia&#8230;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a elimina\u00e7\u00e3o de certos acentos que visava limpar a grafia de sinais t\u00f3nicos considerados &#8220;sup\u00e9rfluos&#8221;, acabou por criar palavras g\u00e9meas com significados opostos ou grafias amb\u00edguas, entre elas: O fim do acento diferencial em &#8220;para&#8221;: O verbo parar perdeu o acento agudo na 3.\u00aa pessoa do singular. <strong>Agora, usa-se a palavra \u201cpara\u201d tanto para a preposi\u00e7\u00e3o (vou para casa) como para o verbo (ele para o carro). Tamb\u00e9m aqui se revela a incongru\u00eancia do acordo que eliminou o acento em para (verbo), mas decidiu manter o acento diferencial no verbo p\u00f4r (para distinguir da preposi\u00e7\u00e3o por) e em p\u00f4de (passado, para distinguir de pode no presente).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na poesia e na literatura em geral o leitor vive da polissemia (m\u00faltiplos sentidos), do duplo sentido, do subentendido e do ritmo. Ao retirar acentos diferenciais e mudar grafias, o acordo mutilou intencionalmente a capacidade de o autor criar ambiguidades art\u00edsticas controladas.<\/strong> \u201cNa prosa po\u00e9tica ou na poesia, o autor quer muitas vezes que o leitor oscile entre dois significados ao mesmo tempo. Sem o acento diferencial, o leitor moderno perde a chave do enigma.\u201d Assim o exemplo de para e para (ao ser empobrecido para para) como no verso \u00abO homem para o vento\u00bb. Se fosse \u201cp\u00e1ra o vento\u201d expressava a energia humana; se fosse \u201cpara o vento\u201d, o homem era apenas alvo que seguia com o vento.\u00a0 Com a redu\u00e7\u00e3o a para destrui a beleza da d\u00favida est\u00e9tica que o poeta quereria criar.<\/p>\n<p><strong>O AO deveria ter sido facultativo ou, pelo menos, ter preservado grafias duplas (como o \u201cc\u201d e \u201cp\u201d mudos) como variantes aceites. A imposi\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica grafia em nome da \u201cunidade\u201d sacrificou a riqueza interna da l\u00edngua e o que mais entristece, professores como eu, \u00e9 que o acordo revela ter sido mais fruto de ideologia do que de ci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o mais grave \u00e9 a eros\u00e3o das pessoas verbais<\/strong><\/p>\n<p><strong>O problema n\u00e3o reside apenas no Acordo Ortogr\u00e1fico, que regula apenas a escrita e n\u00e3o a oralidade, mas numa tend\u00eancia sociolingu\u00edstica mais ampla. Em Portugal, essa tend\u00eancia tem sido acelerada pelo pr\u00f3prio AO e pela exposi\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica ao portugu\u00eas do Brasil (telenovelas, YouTube, redes sociais), favorecendo a grafia brasileira em detrimento da europeia. Este enviesamento \u00e9 refor\u00e7ado no dia a dia pelos corretores autom\u00e1ticos, que, ao seguirem a norma brasileira, nos imp\u00f5em sugest\u00f5es abrasileiradas e a poder de tanta insist\u00eancia at\u00e9 os mais cautelosos acabam por seguir. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O<\/strong> <strong>desaparecimento do \u201cv\u00f3s\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>O \u201cv\u00f3s\u201d j\u00e1 estava em decl\u00ednio em Portugal do centro sul, mas mantinha-se na l\u00edngua culta do norte, em registos formais, na liturgia, na literatura, na jurisprud\u00eancia e em algumas regi\u00f5es como Tr\u00e1s-os-Montes.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hoje, muitas crian\u00e7as portuguesas nunca aprendem a conjugar o \u201cv\u00f3s\u201d. Os manuais escolares ainda o ensinam, mas na pr\u00e1tica usam-se estruturas como \u201cvoc\u00eas\u201d + verbo na 3\u00aa pessoa do plural. Isto revela tamb\u00e9m descuido na forma\u00e7\u00e3o dos professores que confundem l\u00edngua viva com esp\u00edrito do tempo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>E porque \u00e9 empobrecedor? O \u201cv\u00f3s\u201d \u00e9 a 2\u00aa pessoa do plural que \u00e9 sim\u00e9trica ao \u201cihr\u201d do alem\u00e3o, ao \u201cvos\u201d do latim, ao \u201cvous\u201d do franc\u00eas. Perd\u00ea-lo significa perder uma distin\u00e7\u00e3o gramatical \u00fatil (diferenciar um grupo de interlocutores de um grupo de terceiros).<\/strong><\/p>\n<p><strong>A substitui\u00e7\u00e3o do \u201ctu\u201d por \u201cvoc\u00ea\u201d (ou pelo \u201ctu\u201d com verbo na 3\u00aa pessoa)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em Portugal, o \u201ctu\u201d ainda \u00e9 muito usado no Norte e em contextos informais. Mas, por influ\u00eancia brasileira (onde \u201cvoc\u00ea\u201d domina, e o \u201ctu\u201d aparece muitas vezes com verbo errado do tipo \u201ctu faz\u201d), j\u00e1 se ouve em Lisboa jovens a usar \u201cvoc\u00ea\u201d ou mesmo \u201ctu\u201d com o verbo na 3\u00aa pessoa (\u201ctu fez\u201d, \u201ctu comeu\u201d). Isso \u00e9 uma perda de clareza morfol\u00f3gica. Interessante seria tamb\u00e9m um estudo sobre reimporta\u00e7\u00e3o do \u201cvoc\u00ea\u201d dos emigrantes do norte de Portugal para o Brasil e que agora \u00e9 reimportado de maneira a diminuir a riqueza da l\u00edngua.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O argumento do alem\u00e3o e do latim contra o empobrecimento da riqueza verbal<\/strong><\/p>\n<p><strong>O alem\u00e3o mant\u00e9m as seis pessoas (ich, du, er\/sie\/es; wir, ihr, sie). <\/strong><strong>O latim idem. O portugu\u00eas europeu tradicional (antes do acordo) tamb\u00e9m: eu, tu, ele\/ela\/voc\u00ea, n\u00f3s, v\u00f3s, eles\/elas\/voc\u00eas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quando se elimina o \u201cv\u00f3s\u201d e se reduz o \u201ctu\u201d a uma forma amb\u00edgua (que muitas vezes \u00e9 substitu\u00edda por \u201cvoc\u00ea\u201d, \u00a0que \u00e9 3\u00aa pessoa), o sistema fica assim:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00aa sing: eu<br \/>\n2\u00aa sing: (desaparece ou funde-se com a 3\u00aa)<br \/>\n3\u00aa sing: ele\/ela\/voc\u00ea<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00aa plur: n\u00f3s<br \/>\n2\u00aa plur: (desaparece, usa-se \u201cvoc\u00eas\u201d = 3\u00aa plur)<br \/>\n3\u00aa plur: eles\/elas\/voc\u00eas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Isto significa que perdemos a simetria entre as pessoas do singular e do plural. Um aluno alem\u00e3o que aprende \u201cdu\u201d e \u201cihr\u201d fica confuso: em portugu\u00eas de Portugal abrasileirado, passa a n\u00e3o haver correspondente claro para \u201cihr\u201d (seria \u201cv\u00f3s\u201d\u2026 mas quase ningu\u00e9m usa) nem para \u201cdu\u201d (se o \u201ctu\u201d est\u00e1 a ser substitu\u00eddo por \u201cvoc\u00ea\u201d que gramaticalmente \u00e9 3\u00aa pessoa).<\/strong><\/p>\n<p><strong>A tend\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 empobrece a l\u00edngua como dificulta o seu ensino a estrangeiros cuja l\u00edngua materna preserva a riqueza da distin\u00e7\u00e3o paradigm\u00e1tica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que pode ser feito?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das raz\u00f5es \u00f3bvias apresentadas e no sentido de n\u00e3o transpor emo\u00e7\u00f5es de um lado e do outro importaria ter ainda em conta algumas nuances: <\/strong><\/p>\n<p><strong>De facto, o Acordo Ortogr\u00e1fico n\u00e3o obriga ningu\u00e9m a abandonar o \u201cv\u00f3s\u201d ou o \u201ctu\u201d, que \u00e9 um fen\u00f3meno social, mas as autoridades n\u00e3o s\u00e3o inocentes ao descuidarem a qualidade da l\u00edngua e at\u00e9 em promover o seu empobrecimento<\/strong>. Os mais respons\u00e1veis neste processo s\u00e3o, al\u00e9m do AO,\u00a0 o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, as escolas, os Media e o controlo virtual.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m a influ\u00eancia brasileira n\u00e3o \u00e9 unilateral porque tamb\u00e9m no Brasil h\u00e1 movimentos de valoriza\u00e7\u00e3o do \u201ctu\u201d (no Sul e no Norte do Brasil usa-se \u201ctu\u201d com conjuga\u00e7\u00e3o certa: \u201ctu fazes\u201d).<\/strong><\/p>\n<p>O empobrecimento \u00e9 real, mas tamb\u00e9m h\u00e1 enriquecimento noutras frentes! A literatura angolana e mo\u00e7ambicana, por exemplo, introduz novas estruturas e l\u00e9xico.<\/p>\n<p><strong>Revela-se absolutamente necess\u00e1rio manter o ensino expl\u00edcito do \u00abtu\u00bb e do \u00abv\u00f3s\u00bb com as respetivas conjuga\u00e7\u00f5es corretas, em vez de ceder a uma ideologia que procura proletarizar a linguagem, rebaixando-a ao n\u00edvel dos que est\u00e3o alheios \u00e0 cultura.<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m urge rejeitar a imposi\u00e7\u00e3o de grafias que criam ambiguidade (como \u201cfacto\u201d para \u201cfato\u201d). O AO deve permitir duplas grafias oficiais, como acontece com \u201cac\u00e7\u00e3o\/ a\u00e7\u00e3o\u201d em Portugal pelo facto de o AO de 1990 pro\u00edbir \u201cac\u00e7\u00e3o\u201d, mas, a que, muitos lucidamente resistem).<\/p>\n<p><strong>Portugal n\u00e3o tem de falar como o Brasil. O pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, mas n\u00e3o as apagar.<\/strong><\/p>\n<p>O caminho n\u00e3o \u00e9 rejeitar toda mudan\u00e7a, mas resistir \u00e0 homogeneiza\u00e7\u00e3o que empobrece a l\u00edngua. O portugu\u00eas europeu deve preservar o \u201cv\u00f3s\u201d, o \u201ctu\u201d e as distin\u00e7\u00f5es etimol\u00f3gicas sempre que poss\u00edvel. Tamb\u00e9m poderia acrescentar o voc\u00ea, como era pr\u00f3prio da regi\u00e3o do norte que era uma maneira menos formal ente o Tu e o v\u00f3s!<strong><br \/>\n<\/strong>\u00a9 Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pluricentrismo significa respeitar e cultivar cada variante, nunca apag\u00e1-las. Preservar o \u00abtu\u00bb e o \u00abv\u00f3s\u00bb n\u00e3o \u00e9 saudosismo; \u00e9 o \u00faltimo dique contra a proletariza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, que a quer arrastar para o p\u00e2ntano dos incultos. 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