{"id":1089,"date":"2007-11-17T10:14:00","date_gmt":"2007-11-17T09:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1089"},"modified":"2007-11-17T10:14:00","modified_gmt":"2007-11-17T09:14:00","slug":"a-europa-abandonada-a-esquerda-e-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1089","title":{"rendered":"A Europa abandonada \u00e0 Esquerda&#8230; E depois?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b> Falta de estruturas e de organiza\u00e7\u00e3o dos Conservadores<\/b><br \/>Um observador atento \u00e0 quest\u00e3o da identidade europeia e da geografia dos partidos n\u00e3o pode ficar indiferente \u00e0 preponder\u00e2ncia da esquerda e da sua presen\u00e7a predominante na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o e na ocupa\u00e7\u00e3o de lugares estrat\u00e9gicos a todos os n\u00edveis na Europa. Isto \u00e9 vis\u00edvel nas estruturas da Uni\u00e3o Europeia e nas institui\u00e7\u00f5es da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa. A <b>esquerda \u00e9 estruturalmente solidaria e zelosa. Internacionalmente tem uma boa rede com interliga\u00e7\u00f5es coesas a n\u00edvel partid\u00e1rio, sindical, administrativo, imprensa, universidades, ma\u00e7onaria, Conselho das Comunidades, etc<\/b>.<br \/>          Os partidos <b>Conservadores <\/b>n\u00e3o parecem interessados na pr\u00f3pria expans\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o intencional nos diferentes \u00f3rg\u00e3os da sociedade. Por enquanto v\u00e3o recebendo de gra\u00e7a os votos dum eleitorado fiel que n\u00e3o questiona nem se interessa com as pessoas que os representam. Tem-se a impress\u00e3o que <b>vivem de rendimentos que n\u00e3o semearam<\/b>. Isto verifica-se tamb\u00e9m, duma maneira geral, nas estruturas partid\u00e1rias conservadoras das v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es europeias. Enquanto que <b>uma esquerda inteligente ou esperta est\u00e1 bem estruturada e com boa rede a n\u00edvel nacional e europeu, os conservadores limitam-se, regra geral, a organiza\u00e7\u00f5es ad hoc para campanhas de elei\u00e7\u00f5es<\/b>. \u00c9 verdade que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil a motiva\u00e7\u00e3o para organiza\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter pol\u00edtico. Isto n\u00e3o justifica por\u00e9m uma certa in\u00e9rcia.Um partido vocacionado para as grandes massas populares tem que se inserir nele e n\u00e3o desperdi\u00e7ar o grande potencial dos intelectuais\/acad\u00e9micos. De facto, a ideia est\u00e1 antes da ac\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um princ\u00edpio n\u00e3o s\u00f3 da hipnose&#8230;<br \/>Se se tiver em conta a realidade da vida partid\u00e1ria no seio da comunidade portuguesa na Alemanha, sendo esta a express\u00e3o sintom\u00e1tica duma situa\u00e7\u00e3o geral, tem-se a impress\u00e3o que a Europa, a n\u00edvel de estrutura\u00e7\u00e3o, est\u00e1 entregue desde j\u00e1 \u00e0 esquerda. Os conservadores parecem viver do princ\u00edpio esperan\u00e7a.<br \/>A uma estrat\u00e9gia coesa de infiltra\u00e7\u00e3o da esquerda em lugares de relev\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o nas comunidades lusas da Europa, contrap\u00f5e-se a aus\u00eancia de pessoas do Centro-Direita a todos os n\u00edveis, mesmo naqueles que, por natureza, lhe estariam mais afectos. Constata-se tamb\u00e9m que <b>as pessoas da esquerda ao ocuparem o seu lugar como profissionais, nas diferentes institui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o abdicam do seu papel de militantes <\/b>empenhando-se activamente em organiza\u00e7\u00f5es.<br \/>Pelo que se observa os partidos PSD\/PPD\/CDS mais que interessados na sua integra\u00e7\u00e3o estrutural e estrat\u00e9gica nas comunidades Lusas parecem contentar-se com individualidades ocasionais.<br \/>          <b>A falta de estruturas pode favorecer a inc\u00faria e uma estrat\u00e9gia subjacente a interesses pessoais sem grande preocupa\u00e7\u00e3o pelo partido nem pelos ideais do mesmo<\/b>. Um partido que acredite nele mesmo n\u00e3o se pode contentar com meia d\u00fazia de direc\u00e7\u00f5es que, na altura devida, ocasionam a possibilidade de organizar algum encontro com alguns poucos \u201camigos\u201d e assim tornar vi\u00e1vel uma declara\u00e7\u00e3o para a imprensa e outras quest\u00f5es \u00f3bvias(como acontece na RFA). Isto n\u00e3o iliba os partidos mais estruturados como \u00e9 o caso da esquerda onde \u00e9 muitas vezes usual a manipula\u00e7\u00e3o. <b>N\u00e3o se trata de questionar os activistas nem de se absolutizar as estruturas. O importante \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o e vida interna do partido, a sua inser\u00e7\u00e3o e consist\u00eancia, a sua capacidade de dar resposta, a sua consci\u00eancia e a sua perspectiva de futuro<\/b>. <b>Um partido n\u00e3o pode viver s\u00f3 das campanhas ou de actos formais, ele tem de possibilitar uma forma de estar, uma filosofia de vida<\/b>. Esta ser\u00e1 mais ou menos exigida conforme o avan\u00e7o ou o retocesso duma sociedade. Numa sociedade cada vez mais individualista e desintegrada ter\u00e3o mais efici\u00eancia aquelas institui\u00e7\u00f5es que souberem dar resposta adequada \u00e0s necessidades de perten\u00e7a e a fun\u00e7\u00f5es supletivas. Por outro lado, a falta de inser\u00e7\u00e3o do partido, num mundo cada vez mais organizado e funcional, em que os Media condicionam grande parte da vida p\u00fablica e se exige dos pol\u00edticos o imposs\u00edvel, dificulta a defesa da sua filosofia com uma express\u00e3o p\u00fablica sempre renovada e aferida. Essa falta favorece a inactividade de personalidades do partido que por se verem obrigadas a repetir frases feitas ou a improvisar continuamente desgastam-se passando ent\u00e3o \u201cisolados\u201d a evitar tudo aquilo que lhes possa exigir mais responsabilidade e deste modo a desenvolver mecanismos de defesa contra tudo o que possa implicar uma certa concorr\u00eancia interna.<br \/>Nesta perspectiva, <b>limitam muitas vezes a sua actividde a meia d\u00fazia de apoiantes sem p\u00fablico que apare\u00e7am nalgum restaurante escondido nalgum beco dalguma grande cidade onde se encontram ent\u00e3o os tais 20 conhecidos do conhecido que n\u00e3o deixar\u00e3o ficar mal o tal representante do partido em campanha&#8230; <\/b>O acesso de informa\u00e7\u00e3o das c\u00fapulas e a sua comunica\u00e7\u00e3o com as bases ficam reduzidas a uma pequena rede de pessoas condicionadas e condicionantes que transmite uma informa\u00e7\u00e3o demasiadamente conotada e geralmente n\u00e3o aferidas \u00e0s realidades in loco, muito longe duma participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica e pol\u00edtica. N\u00e3o chega um m\u00ednimo de organiza\u00e7\u00e3o pontual pessoal, que rapidamente se pode revelar muito fr\u00e1gil para o sistema. <b>Este modus faciendi torna tanto os partidos como os candidatos muito vulner\u00e1veis, inter-dependentes e por vezes c\u00famplices n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel estrutural interno como at\u00e9 na rela\u00e7\u00e3o com a oposi\u00e7\u00e3o..<\/b> A Europa cada vez se tornar\u00e1 uma realidade mais presente na vida interna das na\u00e7\u00f5es e os luso-descendentes vir\u00e3o a ganhar relev\u00e2ncia neste contexto. Estes tornar-se-\u00e3o mais conscientes e n\u00e3o apoiar\u00e3o quem est\u00e1 ausente. Quem n\u00e3o tiver isto em conta perder\u00e1 o futuro. Um partido mais que recolher votos deveria dar impulsos pr\u00e1ticos e filos\u00f3ficos para a sociedade. \u201cNem s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem\u201d&#8230;<br \/>\u00c9 mais que \u00f3bvia e necess\u00e1ria a organiza\u00e7\u00e3o de portugueses e luso-descendentes em todos os quadrantes das sociedades de acolhimento e de envio. <b>O futuro n\u00e3o perdoar\u00e1 uma estrat\u00e9gia partid\u00e1ria de fomento de pessoal paraquedista<\/b>, provenha ele de vendedores de servi\u00e7os banc\u00e1rios, de seguros ou de outras par\u00e1gens.<br \/>Quanto \u00e0 Alemanha parece haver um acordo t\u00e1cito de se deixar o terreno \u00e0 esquerda. Neste sentido a esquerda portuguesa sente-se bem pelo lugar que ocupa e sem sombras pois pode at\u00e9 determinar comportamentos de companheiros da oposi\u00e7\u00e3o; o eleitorado ainda n\u00e3o tem correspondido ao seu esfor\u00e7o mas com o tempo o far\u00e1, se continuarmos com o mesmo proceder dos conservadores. Numa perspectiva futura seria prejudicial para Portugal se s\u00f3 a esquerda continuasse a afirmar sistematicamente a sua presen\u00e7a militante nas comunidades portuguesas da Europa. Uma inser\u00e7\u00e3o no terreno e a necessidade da cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os com as organiza\u00e7\u00f5es dos partidos irm\u00e3os locais e com iniciativas cong\u00e9neres ou associa\u00e7\u00f5es tornam necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia.<br \/>          <b>Na Alemanha a Esquerda Portuguesa tem-se infiltrado estrat\u00e9gica e monoliticamente nas institui\u00e7\u00f5es portuguesas relevantes com poder significativo de multiplica\u00e7\u00e3o: Servi\u00e7os estatais, sindicatos dos Professores, Sindicato do Pessoal Consular e de Embaixadas, Assist\u00eancia Social da Caritas, Conselho das Comunidades, Imprensa, associa\u00e7\u00f5es relevantes como em Hamburgo e Dortmund, jornalistas ao servi\u00e7o da imprensa de Portugal, etc<\/b>. Atendendo \u00e0 rede, interliga\u00e7\u00e3o e interac\u00e7\u00e3o das pessoas nas institui\u00e7\u00f5es referidas, os multiplicadores da esquerda v\u00e3o tendo algum \u00eaxito no meio de destinat\u00e1rios que por \u201cnatureza\u201d seriam conservadores. O problema \u00e9 que, devido \u00e0 hegemonia daqueles, os poucos indiv\u00edduos e individualidades conservadores que se encontram de premeio nas referidas institui\u00e7\u00f5es, se adaptam colaborando tamb\u00e9m eles, por vezes de forma c\u00famplice, na propaganda dos colegas da esquerda. Assim torna-se mais f\u00e1cil viver. Sob um determinado ponto de vista isto torna-se compreens\u00edvel atendendo a que, <b>como consequ\u00eancia do 25 de Abril, grand\u00edssima parte dos postos diplom\u00e1ticos foram saneados e ocupados com pessoal da esquerda.<\/b>          Assiste-se a uma conec\u00e7\u00e3o entre administra\u00e7\u00e3o, partidos, sindicatos e imprensa. <b>Um punhado de pessoas bem enredada e amigalhada, consegue manipular toda a comunica\u00e7\u00e3o e transmitir para Portugal em coniv\u00eancia com as mesmas institui\u00e7\u00f5es irm\u00e3s em Lisboa uma imagem n\u00e3o real e n\u00e3o aferida das quest\u00f5es migrantes.<\/b>Trata-se de um sistema aut\u00f3nomo cujos fins s\u00e3o ele mesmo, ou pior ainda a satisfa\u00e7\u00e3o de desejos individuais, isto \u00e9, de pessoas que se mant\u00eam e afirmam atrav\u00e9s do aproveitamento e do compadrio. <b>Uma s\u00facia oportuna e encostada que tem na m\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o e que determina o que deve ser oficial e p\u00fablico, embrulhando e empacotando a realidade \u00e0 medida da sua imagem e interesse.<\/b> Na coutada da emigra\u00e7\u00e3o anda muita gente a salto. N\u00e3o h\u00e1 rei nem roque, nem o diabo que lhes toque. Salve-se quem puder. (1)<br \/>O desinteresse e o adiamento da organiza\u00e7\u00e3o de n\u00facleos e de federa\u00e7\u00f5es nas na\u00e7\u00f5es com comunidades portuguesas por parte dos partidos conservadores portugueses apressa-lhes a perda do comboio. Uma interven\u00e7\u00e3o coerente e reflectida a n\u00edvel de concep\u00e7\u00e3o e de log\u00edstica reflectir-se-ia como um servi\u00e7o \u00e0s comunidades lusas, aos conservadores e ao Estado, al\u00e9m de proporcionar um investimento no futuro. Precisamos de todos, partidos e n\u00e3o partidos, numa discuss\u00e3o e empenho por um servi\u00e7o l\u00facido e aferido aos luso-descendentes, pelo bem-comum, por um povo e por Portugal.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>Rhoenstr. 56<br \/>34134 Kassel, Alemanha<br \/>Tel: 0049 561 407783<br \/>Email : a.c.justo@t-online.de<\/p>\n<p>(1)  Seguem-se dois exemplos:<\/p>\n<p>Uma \u201cAbrilada\u201d de \u201cabrilistas\u201d<br \/>Instrumentaliza\u00e7\u00e3o das Comemora\u00e7\u00f5es do 40\u00b0 Anivers\u00e1rio<br \/>da Comunidade Portuguesa na Alemanha<\/p>\n<p>No dia 4 de Dezembro a Embaixada em Berlim festejou dentro e no sentido \u201cdos seus muros administrativos\u201d a \u201ctal\u201d comemora\u00e7\u00e3o na perspectiva dos seus funcion\u00e1rios correligion\u00e1rios e ac\u00f3litos com um programa ad hoc e a publica\u00e7\u00e3o dum livro com alguns artigos tendenciosos e caricatos al\u00e9m de omisso em aspectos muito importantes da vida da comunidade.<br \/>Apesar de serem bem conhecidos os v\u00edcios do jornal mensal \u201cPortugal Post\u201d, a Embaixada, Consulados e a Sec\u00e7\u00e3o Local do Conselho das Comunidades inclu\u00edram no seu programa de \u201c40 Anos da Comunidade Portuguesa na Alemanha\u201d no encerramento das comemora\u00e7\u00f5es em Berlim, o dito jornal para \u201cproceder \u00e0 entrega do pr\u00e9mio \u201cPortugaleser\u201d, por si institu\u00eddo para distinguir pessoas e institui\u00e7\u00f5es que, pela sua actua\u00e7\u00e3o nos mais diversos campos contribu\u00edram para a dignifica\u00e7\u00e3o da comunidade portuguesa e para o desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es entre Portugal e a Alemanha\u201d.<br \/>Propriamente, todas as comemora\u00e7\u00f5es na Alemanha estiveram preponderantemente sob a \u00e9gide da esquerda. \u00c9 imperdo\u00e1vel a promiscuidade em quest\u00e3o; a falta de sensibilidade pol\u00edtica; o \u00e0-vontade e o quase atrevimento com que agem pessoas da vida p\u00fablica de quem seria de esperar mais responsabilidade e isen\u00e7\u00e3o.<br \/>A embaixada pode ter as suas raz\u00f5es para n\u00e3o dar medalha a nenhum portugu\u00eas a distinguir. O que n\u00e3o pode \u00e9 abdicar da sua dignidade encostando-se seja a quem f\u00f4r para preencher um programa. A embaixada abdicou do seu papel ao apoiar o jornal com menos n\u00edvel na Alemanha, desconsiderando assim os portugueses e colocando-os a um n\u00edvel t\u00e3o baixo e t\u00e3o partid\u00e1rio. As gafes cometidas na organiza\u00e7\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es n\u00e3o aconteceram certamente apenas por distra\u00e7\u00e3o.O alheamento da embaixada e a apatia do povo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma, tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para explicar o procedimento.<br \/>Isto mais parece uma \u201cAbrilada\u201d de \u201cabrilistas\u201d descontra\u00eddos com uma consci\u00eancia de classe, que n\u00e3o de povo. Foi uma festa de actores para actores , \u00e0 custa dos portugueses, sem o n\u00edvel que se deveria esperar dum Portugal Europeu. A um grupinho, talvez mais esclarecido at\u00e9 apoio financeiro recebeu para se deslocar e dar brilho de classe intelectual \u00e0 festa!&#8230;<br \/>          Ser\u00e1 que temos um governo t\u00e3o masoquista ou t\u00e3o soberano que n\u00e3o se preocupa com o que a embaixada tem feito?<br \/>A estrat\u00e9gia da esquerda portuguesa na Alemanha \u00e9 eficiente; s\u00e3o poucos mas ocupam pontos estrat\u00e9gicos; os portugueses por\u00e9m s\u00e3o mais coloridos e diferenciados. O vermelho s\u00f3, por muito bonito que seja, torna-se mon\u00f3tono e absorvente em certos meios e institui\u00e7\u00f5es que se pretendem representativas. \u00c9 incompreens\u00edvel que o governo implemente ac\u00e7\u00f5es contra ele mesmo, num pa\u00eds t\u00e3o importante como a Alemanha.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>10.12.04<\/p>\n<p>Carta ainda sem resposta escrita a 16. 07. 2004      <\/p>\n<p>Exmo Senhor Ministro da Educa\u00e7\u00e3o<br \/>Exma Senhora Ministra dos Neg\u00f3cios Estrangeiros<br \/>Exmo Senhor Secret\u00e1rio de Estado das Comunidades Portuguesas<\/p>\n<p>Excel\u00eancias!<\/p>\n<p>Assunto: Compra de favores. Solicita\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o e de apuramento de responsabilidades<br \/>               no apoio dado pela Embaixada de Portugal na Alemanha a um jornal partid\u00e1rio<\/p>\n<p>Atendendo \u00e0 gravidade do caso em quest\u00e3o \u00e9 de crer que os Minist\u00e9rios n\u00e3o est\u00e3o informados da verba que a Embaixada atribui anulamente ao Portugal Post.<\/p>\n<p>A Coordenadora do ensino de portugu\u00eas na Alemanha, que gozava da completa coberturta dos superiores imediatos, ofereceu, il\u00edcita e partidariamente, a assinatura do Portugal Post ( jornal mensal na Alemanha) a todas as Comiss\u00f5es de Pais dos Cursos de L\u00edngua e Cultura Portuguesas na Alemanha. As cerca de duzentas assinaturas correspondem a uma despesa anual de 2.700 Euros. Este apoio da Embaixada ao jornal \u00e9 suportado pelos Servi\u00e7os de Apoio Regional do Consulado de Portugal em Estugarda que por sua vez o tira da verba concedida pelo Estado Federado do Baden W\u00fcrttenberg.<br \/>Tal subs\u00eddio ao jornal n\u00e3o ter\u00e1 sido outorgado sem a anu\u00eancia de um servi\u00e7o administrativo portugu\u00eas competente. O servi\u00e7o oficial desqualifica-se e fere o princ\u00edpio de isen\u00e7\u00e3o ao apoiar um jornal sobejamente partid\u00e1rio e de baixo n\u00edvel.<\/p>\n<p>       Considerando que<\/p>\n<p>1. Ao jornal falta qualquer integridade moral e deontol\u00f3gica.<br \/>2. A coniv\u00eancia das estruturas (Embaixada e Administra\u00e7\u00e3o) tem sido abjecta. Uma administra\u00e7\u00e3o consciente e isenta n\u00e3o precisa de aliados desta natureza, nem est\u00e1 legitimada para servir clientelas<br \/>3. Utiliza indevida e abusivamente verbas desviadas para fins il\u00edcitos e menos nobres. O Estado alem\u00e3o concede ao Estado portugu\u00eas uma verba para fins nobres&#8230;<br \/>4. A Coordenadora do ensino iniciou, h\u00e1 anos, a subsidia\u00e7\u00e3o do jornal para, como consta, numa estrat\u00e9gia de compra\/venda de favores, melhor poder manipular as informa\u00e7\u00f5es relativamente ao ensino e atacar o actual governo a partir da Embaixada sob pseud\u00f3nimo.<br \/>5. Instrumentaliza premeditadamente as Associa\u00e7\u00f5es de Pais.<br \/>6. Difamador do senhor Secret\u00e1rio de Estado das Comunidades, o Portugal Post, \u00e9 extremamente partid\u00e1rio n\u00e3o olhando a meios servindo-se mesmo da mentira para enxovalhar sistematicamente o PSD, o governo e at\u00e9 quem se atreva na Alemanha a questionar a lobby instalada.<br \/>7. Os crit\u00e9rios de financiamento dum jornal n\u00e3o podem ser baseados na mera compra de favores nem na defesa duma determinada ideologia.<\/p>\n<p>Solicito apuramento de responsabilidades e a devolu\u00e7\u00e3o imediata da verba h\u00e1 pouco enviada pelas autoridades portuguesas ao jornal.<br \/>\u00c9 \u00f3bvio que a Embaixada n\u00e3o pode imp\u00f4r apenas um jornal desta natureza para as Comiss\u00f5es de Pais. Poder\u00e1 financiar todos os jornais \u00e0s Comiss\u00f5es, mas n\u00e3o com dinheiros provenientes da entidade alem\u00e3! O subs\u00eddio alem\u00e3o deveria ser aplicado na reposi\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a ao professores lesados das \u00e1reas alem\u00e3s desde 1998.<br \/>Atenciosamente<br \/>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de estruturas e de organiza\u00e7\u00e3o dos ConservadoresUm observador atento \u00e0 quest\u00e3o da identidade europeia e da geografia dos partidos n\u00e3o pode ficar indiferente \u00e0 preponder\u00e2ncia da esquerda e da sua presen\u00e7a predominante na forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o e na ocupa\u00e7\u00e3o de lugares estrat\u00e9gicos a todos os n\u00edveis na Europa. Isto \u00e9 vis\u00edvel nas estruturas da &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1089\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A Europa abandonada \u00e0 Esquerda&#8230; E depois?&#8230;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1089","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1089\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}