{"id":10820,"date":"2026-03-04T14:43:40","date_gmt":"2026-03-04T13:43:40","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=10820"},"modified":"2026-03-04T14:43:40","modified_gmt":"2026-03-04T13:43:40","slug":"a-cegueira-estrategica-do-ocidente-e-o-sistem-islamico-iraniano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=10820","title":{"rendered":"A CEGUEIRA ESTRAT\u00c9GICA DO OCIDENTE E O SISTEM ISL\u00c2MICO IRANIANO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>O conflito entre Israel, os Estados Unidos e o Ir\u00e3o no quadro da disputa geopol\u00edtica contempor\u00e2nea <\/strong><\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o no Ir\u00e3o e no M\u00e9dio Oriente inscreve-se num quadro mais amplo de disputa geopol\u00edtica, estruturado em torno de din\u00e2micas de poder, controlo territorial e interesses econ\u00f3micos estrat\u00e9gicos. \u00c0 semelhan\u00e7a do conflito na Ucr\u00e2nia, trata-se de uma confronta\u00e7\u00e3o de natureza eminentemente geoestrat\u00e9gica, com implica\u00e7\u00f5es diretas para a Europa. Em causa est\u00e1 a garantia de acesso a mat\u00e9rias-primas essenciais, bem como o controlo das respetivas rotas de transporte e escoamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Neste contexto, o Ir\u00e3o assume particular relev\u00e2ncia geogr\u00e1fica e estrat\u00e9gica no quadro das pol\u00edticas ocidentais de conten\u00e7\u00e3o ou equil\u00edbrio face \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da China como pot\u00eancia global. Paralelamente, Israel ocupa uma posi\u00e7\u00e3o central na articula\u00e7\u00e3o de interesses concorrenciais entre a Europa e o mundo \u00e1rabe.<\/strong><\/p>\n<p>A instabilidade regional, incluindo a consolida\u00e7\u00e3o de regimes autorit\u00e1rios e a persist\u00eancia de interven\u00e7\u00f5es externas, reflete assim uma l\u00f3gica de competi\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica entre pot\u00eancias, na qual as popula\u00e7\u00f5es civis permanecem particularmente vulner\u00e1veis e privadas do pleno exerc\u00edcio da sua autodetermina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo parece reduzir-se a um regime desumano e a interesses geoestrat\u00e9gicos das grandes pot\u00eancias, tanto na guerra que envolve o Ir\u00e3o e o M\u00e9dio Oriente como no conflito na Ucr\u00e2nia. \u00c9 tr\u00e1gico constatar como decis\u00f5es do Reino Unido e dos USA contribu\u00edram para a desestabiliza\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3o, no jogo de colocar particularmente no contexto que levou \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de 1979 e \u00e0 ascens\u00e3o do regime dos ayatollahs, cujas consequ\u00eancias t\u00eam sido profundas para o povo iraniano e para a estabilidade regional.<\/p>\n<p>O povo iraniano tem sido sucessivamente privado do direito a determinar livremente o seu pr\u00f3prio destino. Num cen\u00e1rio internacional em que a China se afirma cada vez mais como pot\u00eancia global, intensificam-se rivalidades estrat\u00e9gicas, e o Ocidente procura conter a sua expans\u00e3o de influ\u00eancia. Nesse quadro, multiplicam-se conflitos geopol\u00edticos em que interesses de poder se sobrep\u00f5em \u00e0 vida humana e dos Estados.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es civis que continuam a pagar o pre\u00e7o mais alto, quer sob regimes autorit\u00e1rios, quer no contexto de interven\u00e7\u00f5es externas, permanecendo presas numa din\u00e2mica de confronto em que os seus direitos, a sua seguran\u00e7a e a sua dignidade s\u00e3o sacrificados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A Guarda Revolucion\u00e1ria como herdeira dos assassinos na hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>O Ir\u00e3o pr\u00e9-isl\u00e2mico foi um centro cultural milenar de grande relevo que com a conquista mu\u00e7ulmana \u00e1rabe no s\u00e9culo VII se foi remodelando e durante a segunda guerra mundial\u00a0 sofreu explora\u00e7\u00e3o colonial e manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica por parte da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Gr\u00e3-Bretanha e dos Estados Unidos, que visavam o controle dos recursos petrol\u00edferos e a manuten\u00e7\u00e3o de alinhamento geopol\u00edtico estrat\u00e9gico. Desde 1979, a Rep\u00fablica Isl\u00e2mica construiu um modelo onde religi\u00e3o, nacionalismo e resist\u00eancia ao Ocidente formam uma identidade pol\u00edtica coesa e a press\u00e3o externa refor\u00e7a essa identidade.<\/p>\n<p>A Guarda Revolucion\u00e1ria assume no Ir\u00e3o a tarefa que os &#8220;assassinos&#8221; desempenharam no Isl\u00e3o atrav\u00e9s dos s\u00e9culos (1) e que era a de protetores do esp\u00edrito isl\u00e2mico contra as amea\u00e7as externas e internas. Esta fun\u00e7\u00e3o, que aos olhos ocidentais parece contradit\u00f3ria, pois como podem &#8220;assassinos&#8221; proteger algo espiritual, tem profundas ra\u00edzes na hist\u00f3ria isl\u00e2mica. O Isl\u00e3o nasceu e expandiu-se pela espada e a mesma espada que o expandiu \u00e9 a que o defende.<\/p>\n<p>Se a Guarda Revolucion\u00e1ria se mantiver no poder, a repress\u00e3o interna poder\u00e1 intensificar-se. E o povo que aspirava \u00e0 liberdade encontrar\u00e1 um horizonte ainda mais distante.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o grande problema para o Ocidente porque n\u00e3o tem muito que possa oferecer como atra\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do mundo secular (a n\u00e3o ser a liberdade da pessoa humana que o sistema isl\u00e2mico oprime). Oferecemos democracia, mas ela parece cada vez mais disfuncional at\u00e9 para n\u00f3s. Oferecemos liberdades individuais, mas elas s\u00e3o frequentemente percebidas como decad\u00eancia moral. Oferecemos desenvolvimento econ\u00f3mico, mas regimes autorit\u00e1rios, embora desumanos, t\u00eam demonstrado vantagens competitivas no mundo globalizado. Veja-se o exemplo do Kuwait onde o mundo ocidental se apinha para passar l\u00e1 f\u00e9rias!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O erro da classifica\u00e7\u00e3o medieval<\/strong><\/p>\n<p>Quem classifica os regimes isl\u00e2micos como medievais revela n\u00e3o ter compreendido no m\u00ednimo o Isl\u00e3o, nem a natureza da sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o no mar da hist\u00f3ria. O Ir\u00e3o era um centro cultural muito antes do Isl\u00e3o, e a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica de 1979 foi, em grande medida, uma resposta \u00e0 brutalidade do dom\u00ednio brit\u00e2nico e americano na regi\u00e3o. Os Estados Unidos completam este ano 250 anos de independ\u00eancia; desde 1776, houve uma tentativa constante de se apropriar de terras e mat\u00e9rias-primas em nome dos valores republicanos e democr\u00e1ticos. Esta hist\u00f3ria n\u00e3o confere superioridade moral para julgar os outros.<\/p>\n<p>A Gr\u00e3-Bretanha foi particularmente brutal no seu dom\u00ednio da regi\u00e3o, tra\u00e7ando fronteiras arbitr\u00e1rias, instalando monarquias fantoche e explorando os recursos petrol\u00edferos sem qualquer considera\u00e7\u00e3o pelas popula\u00e7\u00f5es locais. O resultado foi a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica e d\u00e9cadas de hostilidade que persistem at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A l\u00f3gica que o Ocidente n\u00e3o compreende<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00f3gica dos argumentos que o Ocidente defende n\u00e3o \u00e9 aceite pelos aiatolas, porque o isl\u00e3o parte de um pensamento uniforme, n\u00e3o fragmentado como o nosso. Sabe que as diferentes l\u00f3gicas, a jur\u00eddica, a moral, a pol\u00edtica e a econ\u00f3mica, servem para criar divis\u00f5es e explorar contradi\u00e7\u00f5es. Enquanto no Ocidente debatemos se devemos priorizar os direitos humanos ou a seguran\u00e7a nacional, os aiatolas agem com uma coer\u00eancia que n\u00f3s j\u00e1 perdemos e que a EU procura indiretamente repor, mas com a defici\u00eancia de se limitar ao poder econ\u00f3mico e militar. O regime socialista procurou tamb\u00e9m ele unir pol\u00edtica e ideologia fazendo desta uma esp\u00e9cie de religi\u00e3o (certamente que aqui h\u00e1 aspetos afins da esquerda com o isl\u00e3o), mas falta \u00e0 ideologia socialista, um elemento essencial do homem que \u00e9 a coer\u00eancia espiritual.<\/p>\n<p>O Isl\u00e3o, em geral, associa os interesses nacionais \u00e0 miss\u00e3o divina. O que \u00e9 bom para o Ir\u00e3o \u00e9 bom para o Isl\u00e3o, e vice-versa e at\u00e9 a mentira desde que sirva o isl\u00e3o passa a ser virtude (N\u00e3o quero com isto criticar o Isl\u00e3o, porque na l\u00f3gica meramente do poder ele conquista a raz\u00e3o).<\/p>\n<p>Esta fus\u00e3o entre interesses nacionais e miss\u00e3o divina confere aos l\u00edderes iranianos vantagens operacionais significativas, como: capacidade de decis\u00e3o r\u00e1pida, controlo absoluto da informa\u00e7\u00e3o e mecanismos de repress\u00e3o eficientes que atuam sem constrangimentos legais ou morais. A isto acresce uma capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o popular que os l\u00edderes ocidentais apenas podem sonhar, uma vez que estes est\u00e3o limitados por sondagens, debates internos intermin\u00e1veis, uma opini\u00e3o p\u00fablica vol\u00e1til e a inevit\u00e1vel press\u00e3o dos ciclos eleitorais.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Isl\u00e3o, atrav\u00e9s da sua rede de mesquitas e grupos extremistas, consegue uma presen\u00e7a social integrada (imposs\u00edvel de romper), tanto a n\u00edvel interno como externo, que qualquer sistema de espionagem ocidental n\u00e3o consegue replicar. Isto porque os servi\u00e7os de intelig\u00eancia do Ocidente s\u00e3o aparelhos exteriores ao tecido social, frutos da lei decretada e da burocracia estatal, ao contr\u00e1rio do Isl\u00e3o, que est\u00e1 organicamente entranhado nas comunidades onde atua.<\/p>\n<p>O Ocidente, apesar de todos os seus erros, tem em mente que &#8220;quem vive pela espada, morre pela espada&#8221;. Perante a realidade isl\u00e2mica, esta vis\u00e3o torna-se numa consci\u00eancia tr\u00e1gica porque limita a a\u00e7\u00e3o do Ocidente, impedindo-o, em parte, de levar at\u00e9 ao fim as l\u00f3gicas que desencadeia; isto baseia-se no princ\u00edpio humanista crist\u00e3o que distingue entre servir a C\u00e9sar e servir a Deus. Assim o Ocidente avalia sempre a situa\u00e7\u00e3o de forma estrat\u00e9gica, com dois pesos e duas medidas, porque as prioridades mudam constantemente. Hoje a R\u00fassia \u00e9 inimiga, amanh\u00e3 pode ser aliada contra a China. Hoje o Ir\u00e3o \u00e9 o alvo, amanh\u00e3 pode ser necess\u00e1rio para equilibrar a Ar\u00e1bia Saudita e possivelmente como local estrat\u00e9gico no afirmar-se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A quest\u00e3o de Israel e a persist\u00eancia de guerra e guerrilha<\/strong><\/p>\n<p>Tal como a situa\u00e7\u00e3o se apresenta com o programa do Ir\u00e3o de exterm\u00ednio dos judeus, uma ret\u00f3rica que infelizmente persiste em setores do regime iraniano, n\u00e3o se descortina haver, neste momento, alternativa \u00e0 guerra. Israel enfrenta um dilema existencial: os m\u00edsseis guiados iranianos, que em confrontos anteriores penetraram as suas defesas a\u00e9reas, representam uma amea\u00e7a que nenhum pa\u00eds pode ignorar. Por outro lado, encontram-se interesses ocidentais geoestrat\u00e9gicos na defesa de Israel (poss\u00edveis rivalidades futuras entre Europa e o mundo isl\u00e2mico).<\/p>\n<p>Mas a guerra, por mais inevit\u00e1vel que pare\u00e7a, n\u00e3o resolver\u00e1 os problemas fundamentais. Esta n\u00e3o \u00e9 uma guerra para a mudan\u00e7a de regime, pelo menos n\u00e3o o \u00e9 no sentido que o Ocidente a entende. E, no final, a situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser ainda pior do que no Iraque, na L\u00edbia, na S\u00edria e no Afeganist\u00e3o. Se a Guarda Revolucion\u00e1ria se mantiver no poder, o terror contra a sua pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o tornar-se-\u00e1 ainda mais desumano. O povo que ambicionava a liberdade ter\u00e1 ainda mais dificuldades.<\/p>\n<p>E o bus\u00edlis da quest\u00e3o permanece porque tanto o Ocidente como o Isl\u00e3o s\u00e3o hegem\u00f3nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O mundo invertido<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos num mundo invertido, onde o caos cria confus\u00e3o, o que torna o poder \u00fatil e permite que os governantes se escondam na lealdade dos Nibelungos, essa fidelidade cega a l\u00edderes que conduzem os povos \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o. Em 1999, a NATO violou o direito internacional na guerra do Kosovo. Pouco depois, as pessoas na S\u00e9rvia sa\u00edram massivamente para as ruas e houve mudan\u00e7a de regime. Mas o Ir\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a S\u00e9rvia e a mudan\u00e7a na hist\u00f3ria n\u00e3o segue apenas o poder militar.<\/p>\n<p>Nenhum dos blocos, chamem-se eles capitalistas ou socialistas, Ocidente ou Oriente, R\u00fassia ou EUA, Israel ou Ir\u00e3o, pode ser tomado como refer\u00eancia moral. O seu agir invalida qualquer posi\u00e7\u00e3o que se tome, independentemente do lado que se ocupe nas barricadas. Um lado e o outro n\u00e3o reconhecem uma ordem mundial e querem impor as suas regras inspiradas nos seus interesses.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A necessidade de uma \u00e9tica superior<\/strong><\/p>\n<p>Quando se toma uma posi\u00e7\u00e3o inflex\u00edvel, nega-se uma \u00e9tica superior e deste modo impede-se o desenvolvimento qualitativo, porque n\u00e3o h\u00e1 equil\u00edbrio entre o desenvolvimento interior, espiritual, do ser\u00a0 e a mera acumula\u00e7\u00e3o exterior de possuir ou ter.<\/p>\n<p>As pot\u00eancias mundiais comportam-se como se o mundo fosse um jardim de inf\u00e2ncia e elas fossem os seus\u00a0 donos e educadores. Mas esquecem-se de que tamb\u00e9m elas n\u00e3o passam de criancitas a brincar no parque infantil, com brinquedos cada vez mais perigosos. A diferen\u00e7a \u00e9 que, no jardim de inf\u00e2ncia global, quando os brinquedos avariam, quem paga a fatura s\u00e3o sempre os mesmos: os povos que apenas desejam viver em paz.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias modalidades de inten\u00e7\u00e3o entre o militarismo, o empenho genu\u00edno e a procura sincera de solu\u00e7\u00f5es. Cabe-nos distingui-las, num tempo em que a propaganda e a desinforma\u00e7\u00e3o tornam essa distin\u00e7\u00e3o cada vez mais dif\u00edcil ou mesmo imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>(1) O termo assassino viria de &#8220;assass&#8221;, ou seja, &#8220;os fundamentos&#8221; da f\u00e9 isl\u00e2mica. A origem da palavra ASSASSINO tamb\u00e9m \u00e9 referida como vinda do \u00e1rabe haxaxyn, consumidor de haxixe, erva-seca, porque o Velho da Montanha, l\u00edder de uma seita de fan\u00e1ticos, drogava os seus disc\u00edpulos antes de eles roubarem e matarem cruzados e peregrinos a caminho da Terra Santa.<\/p>\n<p>Leituras: Para aprofundar a compreens\u00e3o do sistema pol\u00edtico iraniano, recomendo a leitura dos analistas do Council for Strategic and Defense Research e do Mahatma Gandhi Centre for Nonviolence and Peace Studies . Sobre a natureza do Isl\u00e3o pol\u00edtico, o Hudson Institute oferece an\u00e1lises detalhadas das diferentes correntes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito entre Israel, os Estados Unidos e o Ir\u00e3o no quadro da disputa geopol\u00edtica contempor\u00e2nea A situa\u00e7\u00e3o no Ir\u00e3o e no M\u00e9dio Oriente inscreve-se num quadro mais amplo de disputa geopol\u00edtica, estruturado em torno de din\u00e2micas de poder, controlo territorial e interesses econ\u00f3micos estrat\u00e9gicos. \u00c0 semelhan\u00e7a do conflito na Ucr\u00e2nia, trata-se de uma confronta\u00e7\u00e3o &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=10820\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A CEGUEIRA ESTRAT\u00c9GICA DO OCIDENTE E O SISTEM ISL\u00c2MICO IRANIANO<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,7,16],"tags":[],"class_list":["post-10820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-politica","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10820"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10820\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10821,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10820\/revisions\/10821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}