PROJETO DE ACORDO DE DIVÓRCIO ENTRE A UE E A GRÃ-BRETANHA

O projecto de acordo do Brexit, agora realizado em Bruxelas, foi aprovado pelo governo de May. Precisa, porém, de ter ainda a aprovação dos Estados da UE e do parlamento britânico.

O projecto de acordo permite a britânicos e a europeus da UE viverem, onde se encontrem como até agora. Pretende, em geral, garantir o atual satus quo, até 2020 e depois ficar na União Aduaneira. A GB terá de indemnizar UE  em 45 mil milhões de Euros em prestações.

Os países de orientação para o mercado (Alemanha, Holanda, Áustria e Finlândia) são os que mais perdem com o Brexit. Por isso estão muito empenhados que a GB entre na União Aduaneira.

De facto, a Grã-Bretanha é a segunda economia da UE; só ela é tão forte como 20 das outras economias dos 28 Estados da UE.

O projecto causa ainda dores de cabeça, principalmente, aos países de economia forte porque através da fronteira da Irlanda a GB teria a oportunidade de enviar importações baratas para a UE.

Penso que até 2020 a União Europeia se muda e a Grã-Bretanha também e até lá os cidadãos britânicos poderão realizar um segundo referendo sobre o Brexit, se chegassem à conclusão que a permanência na UE era mais vantajoso para GB. A política Inglesa foi sempre “primeiro o Reino Unido”! A juventude britânica cada vez contesta mais o Brexit.

António da Cunha Duarte Justo

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Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa
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11 respostas a PROJETO DE ACORDO DE DIVÓRCIO ENTRE A UE E A GRÃ-BRETANHA

  1. Antonio Campos diz:

    Também é preciso saber se a UE dura até 2020
    Antonio Campos
    FB

  2. Francisco H. Da Silva diz:

    Se não durar, “vae victis!” e aí estamos nós!
    Francisco H. Da Silva
    FB

  3. A UE terá mais chances se se orientar no sentido de uma confederação de nações, com alguns sectores supranacionais comuns: militar e económico.

  4. Elizabeth Seixo diz:

    António Cunha Duarte Justo, também sempre defendi essa versão, federalista, da UE, mas parece-me, que não tem grande acolhimento, até por razões do inconsciente colectivo do povo europeu, que não está preparado para a “imersão” europeia. Enquanto nos EUA, se pensa, em 1lugar: América, na Europa, não vem em 1 lugar o pensamento UE, mas sim, França, Alemanha, Itália, etc… Enquanto houve dinheiro, e o seu esbanjamento, o espírito era europeu, quando a coisa aperta, cada país tende a fechar-se na concha e a desmarcar-se de uniões; assim vai ser muito difícil o modelo federativo, embora eu ache que seria, realmente, o melhor, para a UE sobreviver, que me parece estar a prazo…
    Elizabeth Seixo
    FB

  5. Sim Elizabeth Seixo, uma federação das nações em que haveria transferências de poderes e não apenas a energia da economia e da ideologia instaladas em Bruxelas que não se distanciem de uma europa de povos e que não tenha vergonha da própria cultura!

  6. Antonio Campos diz:

    Esperem para ver no que d+a o orcamento da Italia…
    Antonio Campos
    fB

  7. Independentemente de preferências, penso que certamente não se comportarão como se comportaram com a Grécia!

  8. Gabriel Cipriano diz:

    Resumindo a questão e em relação ao fuuturo a Brexit foi um tiro no próprio pé.

  9. É verdade, mas a EU também estava a regulamentar demasiadamente as nações, o que icomodou uma velha nação como a Inglaterra onde se encontram desde muito cedo o rwespeito pela discussão incluindo a popular!

  10. Francisco H. Da Silva diz:

    Concordo com quase tudo. Duvido porém com a hipótese de um segundo referendo. Os dados estão lançados e não há volta a dar.
    Francisco H. Da Silva
    FB

  11. Sim, senhor Embaixador, mas se observamos o Trumpismo, a Itália, a Polónia, etc. e o crescente proteccionismo nacional também na França, tudo levaria a crer que a atitude nacionalista e conservadora do Brexit terá já sido um sintoma do desenvolvimento em via. Mas eu creio que Bruxelas terá que aprender muito e passar a respeitar o aspecto cultural conservador da Europa o que tornaria a UE mais compatível com a Grã- Bretanha e permitiria a permanência do Reino Unido na UE.

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